«O Homem é humano quase tanto como voa a galinha. Quando apanha uma traulitada, quando um carro a obriga a bailar, lá vai ela pelos ares até ao telhado, mas logo de seguida aterra no lodo e desata a debicar na bosta. É a natureza, a ambição dela. Entre nós, na sociedade dá-se exactamente o mesmo. Deixa-se de ser tratante sob a acção de uma catástrofe. Quando tudo volta ao normal, a natureza retorna logo ao que era. Por isso mesmo é que, de uma Revolução, só vinte anos depois se pode ajuizar.»
-- Céline, «Mea culpa» --
Por atacado desfila(ra)m nas têvês alguns dos que antes loquazes e
empertigados turiferários se apresentam, agora, hipocritamente modestos e circunstancialmente
eficientes usuários do repúdio. Alguns, estou em crer, até lobrigam a
oportunidade para passar por canifrazes. São porém, todos [uns por omissão,
outros por acção], perpetradores encartados. Aliás, foram sempre um vulcão
de coisa nenhuma, meio-alucinados com as diversas ordens de enfezados roedores
que o montículo pariu, zumbem e debicam sem pausa ou fastio rodeados
por enxames de jornalistas, comentaristas,…, cardumes de politólogos,
sociólogos e outras excelsas tricotadeiras da palha e mais as respectivas eructações, babas
e decantações.
A propósito dos «cortes» [nas
pensões da CGA] o que mais se ouve são apostasias, coisas que tais e
referências à Moral. Evidentemente que ninguém os confronta com a moral a que recorreram sequer
com a Moral que postergaram e ludibriaram. Ou nem a uma coisa nem a outra por
andarem distraídos. Se
a Moral fosse coisa cujo mau uso originasse mau hálito, certamente ninguém
poderia sentar-se à sua beira.
À maioria, em 2008, teria eu gostado muito ouvi-los, por exemplo, em uníssono e em nome da Moral, exigir a Teixeira dos Santos e a Sócrates, a “liquidação” do BPN. Em nome da Moral e da Ética.
À maioria, em 2008, teria eu gostado muito ouvi-los, por exemplo, em uníssono e em nome da Moral, exigir a Teixeira dos Santos e a Sócrates, a “liquidação” do BPN. Em nome da Moral e da Ética.
Tudo
aquilo, então, me soou muito mal e agora, isto, vai pelo mesmo caminho. De
igual forma me soam certas asserções e proferimentos tardios ao patriotismo.
«O patriotismo é fácil de
entender. Significa cuidar de si não descuidando o [seu] país»
J. Calvin Coolidge (1872-1933),presidente dos EUA
Na
vida de uma nação, poucas ideias são mais perigosas do que as boas soluções
para os problemas errados.
Obs.:
pode
depreender-se que estou concordante “com”. Não estou. Mantenho-me em estado de
dissídio, há muito. E de uma série de assaltos à igreja, cometidos sob
aclamação do rebanho, dei conta em ocasião própria.
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