11 de setembro de 2013

A vaca, salva-se?

 

Eu sabia. Certo e sabido era que, um post a dar nota de isso [coisa que não tem, de facto, novidade alguma nem agora nem nunca] seria um sucesso, garantido. Bem… até se ouve o ranger de dentes. Mas esse ranger de dentes é para ser levado a sério? Não porque no fundo, no fundo, o que causa o ranger de dentes e a saliva seca nos cantos dos lábios, é mais invejinha do que qualquer outra coisa ou seja, é muito de por-que-não-sou-eu-um-João-Carlos-Montenegro?!
 
Muitas outras observações, apropriadas, podem ser feitas sobre o presente como podem ser adiantadas sobre o futuro, próximo. Por exemplo
-- com a alegada * fome que por aí anda, imagine-se ao que se terá de sujeitar a vaca quando, em 2015 com a economia fora dos cuidados intensivos, em recobro, fôr o PS a dirigir o centro hospitalar e o albergue adjacente.


 
Cá por coisas acho mesmo que ainda este ano, hei-de ler arengas do arco da velha em forma de caracteres caligráficos, e ouvir, sobre os do Tribunal Constitucional. Então -- depois das horas das cotovias apressadas é a  hora do mocho -- cá estaremos. Mas, se o que antecipo ler e ouvir sobre os do Tribunal Constitucional, não se confirmar mais certo será que, estes desgraçados dias da vaca, deixarão muitas saudades.
À pergunta que titula o post  a minha resposta, é
-- Salva, pois. Mais pobrezinha e com menos comensais, mas salva. O António Costa **, primeiro-ministro, há-de explicar ao indigenato que os alemães não são tão maus quanto dizem, a Merkel idem [sem aspas], a prossecução do projecto europeu em nome das gerações futuras merece tais sacrifícios, etc e tal.



* alegada a pensar na darandina e na algazarra que fazem quantos de mesa farta ou perto disso possibilidades mantêm para o fazer. Os que de facto passam por todas as formas de fome não têm Facebook, não fazem algazarra e a sua darandina é com toda a probabilidade feita à surrelfa ou lá perto. No limite à noite, nos vãos das escadas, às soleiras das entradas para os edifícios, à cata de restos nos caixotes do lixo ou aguardando que alguém lhes leve as calorias em falta, etc
 
** a Seguro, os esfomeados do PS hão-de, antes, enriquecer-lhe o currículo político. Seguramente.

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