28 de agosto de 2013

Guerra com hora marcada [o meu diabo é melhor do que o teu]

O “ocidente” digamos assim, prepara-se para mais uma vez meter o bedelho onde não é chamado e ensarilhar ainda mais o que os que decidiram ensarilhar-se e assim andam ensarilhados há pelo menos 600 anos sem grandes interregnos, não conseguem desensarilhar.
Obstinadamente, em nome de umas «coisas» [liberdade, democracia, direitos humanos, etc] -- altos e nobilíssimos valores -- que os próprios, em casa, demonstram cada vez mais dificuldades em propiciar aos seus sem dramáticas entorses, e enormes e profundas máculas.


Washington e o Pentágono asseguram que «a operação será rápida e cirúrgica».
Tal qual o foram as incursões punitivas no Iraque e no Afeganistão. Ou a que se desenrola no Mali.
«Com custos reduzidos».
Tal qual foi a reposição daa fronteiras no Koweit.
«Sem riscos de incendiar toda a região».
Como se fosse possível lançar fogo ao que arde. Pelo contrário:
Israel que até agora se tem aguentado sem se coçar, é evidente, será instigado por todas as formas e feitios a proceder de acordo com o «destino» que o Ocidente, por contrapartida, lhe impõe. Que faça mais uma vez em prol das suas vidas o que já se habituou a ter de fazer -- inúmeras vezes o trabalho e o jogo sujo que permite à Europa manter as mãos limpas.

A comunicação social de cócoras [que é cada vez mais a sua posição natural] confere e concede toda a dignidade aos soundbytes mais convenientes às embaixadas «dos bons».

O secretário de Estado, John Kerry, afirmou ser "inegável a utilização de armas químicas contra civis".
Esta causa, este nexo causa-me enormes dificuldades de compreensão.
Bashar Al- Assad que será [dos intervenientes na contenda] o que menos interessado está em que terceiros apareçam de permeio, sabendo que uma das red-lines  era o uso de “químicos” ou “biológicos” faz [o que dizem, fez], e ainda por cima no preciso momento em que os polícias da ONU se apresentaram ao serviço, o que jamais deveria ter feito. Ora isso não é pisar o risco; é exigir que o ataquem; que o removam; que lhe ponham uma corda em volta do pescoço.

Em 1975, em Luanda, desesperado por atirar para fora de Luanda os da FNLA e os da UNITA, sem o conseguir, o MPLA ganhou a guerra da propaganda. E, assim, logrou o que não conseguira a tiro ou morteiro. Não careceu de muito. Garantiu a cobertura de toda a comunicação social para o «achado macabro» [uma série de frascos com corações humanos em álcool ou éter que, após o assalto e desalojada a FNLA, encontrou nas masmorras dos "congoleses do Mobutu, "agentes da CIA"] que [soube-se de imediato, mas a comunicação social nem por isso] tinham desaparecido dos laboratórios de Anatomia do Hospital Maria Pia [centro nevrálgico da faculdade de Medicina de Luanda].

Nesse tempo, o MPLA, nos arredores de Luanda, também praticava amiúde a arte de “travestir” os Faplas. Montavam inopinadamente barricadas, ditas de controle, em nome [mas sem aprovação] dos outros movimentos -- os Faplas, fardavam-se com as fardas roubadas aos adversários mortos em refregas anteriores, mudavam de armamento [com excepção das Kalashnikov que faziam o pleno] e praticaram, impunemente, o terror sobre as populações.

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