18 de agosto de 2013

A minha geração (mais sete e picos ou menos oito e coisa)

Constatações avulsas
 
«As competências da nova raça que ultimamente chegou ao poder (com ou sem uma licenciatura reconhecida e “normal”) não vão além de um certo talento para a intriga e as relações públicas, do servilismo indispensável à sua promoção e de uma raiva indiscriminada e automática a quem lhes pede um módico de responsabilidade ou lhes põe um obstáculo incómodo. A iliteracia é a sua qualidade comum», VPV

«[há um par de meses, a Sábado revelou que] a presidente da Assembleia da República mandou apagar da Wikipédia a referência à profissão do pai (alfaiate). E, em larga medida, é isto a nossa direita: gente orgulhosa do berço dourado e gente envergonhada das origens humildes. No fundo, trata-se de uma contrapartida adequada aos preconceitos da esquerda, que tanto odeia os que nasceram ricos quanto os que se fizeram ricos (o velho derby "fascistas" versus "arrivistas"). E trata-se de um retrato fiel do país que somos.», AG

«os jovens do nosso tempo incultos, ignorantes, vegetam "em frente ao computador" vivem  no estado animal de comer, dormir e ler dois parágrafos no Facebook», RV

A solução
 
«Ser empreendedor era começar por tirarem um curso de memória histórica de organização com os pais, outro de política e cultura com os avós, e virem para a rua e tornar esta política ingovernável.»
Raquel Varela

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