3 de julho de 2013

Da biodiversidade



Há quem goste de rosas como há quem não desgoste das flores de lótus.

Quem espera que vicejem roseiras no pântano, fica desapontado. 
Deveria ser razão para meditação, tal desapontamento. Todavia, não o é. Porquê? por serem muitas mais as flores de lótus desejosas em desabrochar.

À fauna, tanto quanto me é dado perceber, não me consta -- mau grado os coaxos e o constante grilar da “frequência” – que, a preponderância de umas ou de outras, os impressione por aí além.
Intuo que se aprestem pela preservação do pântano. A perenidade ao humús que as flores são efémeras.

Vencedoras vão estando as moscas que pastam no corpo desse animal ferido, para já. O resto é um rebanho na sua insciência ululante, aguilhoado por toda a espécie de manipulações, mas sempre embevecido pela melopeia das harpias reivindicativas.
Tudo numa emulsão de impudor javardo.

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