Cortes
«A barafunda política distraiu os portugueses de um
drama de proporções arrepiantes. Falo da luta dos funcionários da Carris contra
o capitalismo selvagem e a favor do corte de cabelo à borla. A Carris, muito
naturalmente e com base na cláusula 69.ª do contrato colectivo de trabalho,
disponibiliza uma rede de barbearias que presta serviços gratuitos aos seus
funcionários, activos ou reformados. […] essa conquista histórica do operariado
está em perigo dado que a empresa fechou ou tenciona fechar as barbearias em
causa, vergonha que levou o grupo parlamentar do PCP a rabiscar um requerimento
justamente indignado. […] na aparente impossibilidade de se verificar se as
barbearias existem ou não, os sindicatos da Carris propõem um compromisso: a
administração desiste de garantir os cuidados capilares e começa a pagar 12
euros mensais a cada funcionário para que este trate do penteado onde entender.»
Alberto Gonçalves
Sem comentários:
Enviar um comentário