«A
intervenção que emocionou a noite coube ao reitor da Universidade de Lisboa, um
tal Sampaio da Nóvoa. O dr. Nóvoa parece carenciado em matéria de ligações à
realidade, mas pródigo em lirismo. Sempre sob intensos aplausos, explicou que
"Agora é preciso construir caminhos". E que "Um encontro [das
esquerdas] pode decidir uma vida". E que "Não podemos perder a Pátria
nem por silêncio nem por renúncia". E que "Abril abriu-nos à
vida". E que "Sentimos este desespero de quem está a morrer na praia
às mãos de visões curtas, estreitas e desumanas". E que "Podemos
falar, podemos conversar e agir em conjunto". E que "É preciso
renovar a política". […] a reitoria da UL continua a primar pela
excelência intelectual: a verborreia do dr. Nóvoa mantém os níveis
estabelecidos por José Barata Moura, autor de Joana, come a papa.»
Alberto Gonçalves
Eu [ao ler o discurso do sr. reitor] fiquei todo arrepiadinho. Ó,ó, olha. Ué!
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