16 de junho de 2013

"Jornaleiros" e pasquins

Um jornal económico, na edição online, titula «Seguro quer [qualquer coisa]».
É claro que, lendo, se constata que a criatura não quer [nem pode querer] nada.  Propõe [qualquer coisa], simplesmente. E já nem é pouco. O título tem uma determinada função. Que diz muito de quem o escreveu e diz o mesmo da ideia que faz quem o escreveu, sobre a inteligência [ou senso crítico] dos que o(s) lêem. Assim não fosse e o(a) “infeliz”, no título, escreveria «propõe» em vez de «quer». 
«[…] A descontracção própria do momento de lazer e descanso é sobressaltada pelas visão de cinco carros progredindo em contramão numa estrada cujo trânsito foi interrompido pelas autoridades […]» São José Almeida, Público
Se a autora não está capaz de raciocínios mais elaborados, pelo menos soubesse [ou alguém por ela] o básico do «Código da Estrada». O raciocínio mais elaborado é no fim das contas, apenas e só, uma singela e rudimentar voluta que vai por aqui: se as autoridades interromperam o trânsito então nesse preciso momento momento, e até ordem em contrário, deixou de existir qualquer sentido na via. Quer dizer o sentido é o determinado pelas autoridades.

Populismo infrene e demagogia reles na(s) "redações".


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