Um
jornal económico, na edição online, titula «Seguro quer
[qualquer coisa]».
É claro que, lendo, se constata que a criatura não quer [nem pode querer] nada. Propõe [qualquer coisa], simplesmente. E já nem é pouco. O título tem uma determinada função. Que diz muito de quem o escreveu e diz o mesmo da ideia que faz quem o escreveu, sobre a inteligência [ou senso crítico] dos que o(s) lêem. Assim não fosse e o(a) “infeliz”, no título, escreveria «propõe» em vez de «quer».
É claro que, lendo, se constata que a criatura não quer [nem pode querer] nada. Propõe [qualquer coisa], simplesmente. E já nem é pouco. O título tem uma determinada função. Que diz muito de quem o escreveu e diz o mesmo da ideia que faz quem o escreveu, sobre a inteligência [ou senso crítico] dos que o(s) lêem. Assim não fosse e o(a) “infeliz”, no título, escreveria «propõe» em vez de «quer».
«[…] A descontracção própria do momento de lazer e descanso é sobressaltada pelas visão de cinco carros progredindo em contramão numa estrada cujo trânsito foi interrompido pelas autoridades […]» São José Almeida, Público
Se
a autora não está capaz de raciocínios mais elaborados, pelo menos soubesse [ou
alguém por ela] o básico do «Código da
Estrada». O raciocínio mais elaborado é no fim das contas, apenas e só, uma singela e rudimentar voluta que vai por aqui: se as autoridades interromperam o trânsito então nesse preciso momento momento, e até
ordem em contrário, deixou de existir qualquer sentido na via. Quer dizer o
sentido é o determinado pelas autoridades.
Populismo infrene e demagogia reles na(s) "redações".
Populismo infrene e demagogia reles na(s) "redações".
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