No
transacto dia 11 de Maio passou o centenário do nascimento do [Professor Doutor] Engenheiro Edgar Cardoso de quem
poucos [sobretudo a comunicação social] se
lembr(ar)am [ou fazem por isso]. Talvez por não ter integrado a «geração mais bem preparada de sempre» ou por não
ter sido um «anti-fassista» ou exibir qualquer
outra qualidade de semelhante calibre ou pelo seu defeito congénito [presumo] de ser pessoa mais de “edificado” do que arengas
ou jaculatórias e acima de tudo, pelo seu mau-feitio «Ó meu amigo! Em Portugal só há uma pessoa de quem aceito
sugestões: o Prof. Joaquim Sarmento da Faculdade de Engenharia do Porto». À
caterva de pedantes e demais falsificações que formigavam em seu redor, tratou-os em termos apropriados «os meus colegas
são umas bestas». Cada qual fala do que conhece
e como lhe parece.
A Edgar Cardoso, créme de la créme, faltou sempre o (re)conhecimento
da mais eficaz “arma”… [como Virgílio Ferreira disse de Eduardo Lourenço] «não era muito dado a coloquiar-se». Nada disso
lhe causou transtornos e/ou pesadelos. A prova foi que a cupidez, soberba e a
velhacaria jamais conseguiram beliscar a sua intrínseca e inatacável
superioridade técnica.

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