9 de junho de 2013

Haja patifes

Sobre o lastro moral e da presumida superioridade ética de que alguns [muitos] pulhas se arrogam e por quem a maioria dos meus concidadãos está, até ao tutano, agradecida e penhorada [mas por quem eu, ao contrário dessa desconforme mole, não nutro qualquer espécie de sentir ou respeito excepcionando a repulsa], os exemplos são eloquentes.

Na entrevista que a 06.06.2013 deu à revista Visão, Pedro Caldeira, relata com algum detalhe a reunião que, em 1991, teve com Mário Soares no palácio de Belém e na qual, por insistência do Presidente da República, participou o seu assessor José Amaral. A conversa que deveria  ser privada, confidencial, até por “envolver” a banca portuguesa, num ápice chegou ao conhecimento de um alto responsável da banca. O banqueiro dá pelo nome de Fernando Ulrich. Hoje, o banqueiro e o ex-assessor presidencial,  cruzam-se nos corredores do mesmo banco e sentam-se lado a lado à mesma mesa – o primeiro é presidente do CA; o segundo é vogal.
Tudo decorreu sob o alto patrocínio dessa veneranda múmia.

É esta corja, é esta canalha que aparece a perorar sobre meritocracia, a abjurar a mediania e a mediocridade. É esta canalha que -- esperança minha -- não será absolvida pela história.

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