Sobre
o lastro moral e da presumida superioridade ética de que alguns [muitos] pulhas se
arrogam e por quem a maioria dos meus concidadãos está, até ao tutano, agradecida
e penhorada [mas por quem eu, ao contrário dessa desconforme mole, não nutro
qualquer espécie de sentir ou respeito excepcionando a repulsa], os exemplos são
eloquentes.
Na
entrevista que a 06.06.2013 deu à revista Visão, Pedro Caldeira, relata com
algum detalhe a reunião que, em 1991, teve com Mário Soares no palácio de Belém e na qual, por insistência do Presidente
da República, participou o seu assessor José
Amaral. A conversa que deveria ser
privada, confidencial, até por “envolver” a banca portuguesa, num ápice chegou
ao conhecimento de um alto responsável da banca. O banqueiro dá pelo nome de Fernando Ulrich. Hoje, o banqueiro e o
ex-assessor presidencial, cruzam-se nos
corredores do mesmo banco e sentam-se lado a lado à mesma mesa – o primeiro é presidente
do CA; o segundo é vogal.
Tudo
decorreu sob o alto patrocínio dessa veneranda múmia.
É
esta corja, é esta canalha que aparece a perorar sobre meritocracia, a abjurar
a mediania e a mediocridade. É esta canalha que -- esperança minha -- não será
absolvida pela história.
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