28 de junho de 2013

Fábulas narradas por rábulas

No site da TVI24, vi que o «cabeça de giz», Teixeira dos Santos, resolveu revelar a [sua] narrativa dos “acontecimentos”. E logo submetendo-se ao presciente crivo jornalístico de Judite de Sousa que consabidamente é personalidade mui bem escorada técnica e cientificamente [nesse jargão económico-financeiro para o confrontar ou proceder à filtragem das petas e outras imparidades]  tanto quanto exsuda isenção por quantos poros tem.

Dessa «socrática» eminência, entre outras coisas, escrevi um dia que «se tivesse um pouco de vergonha nunca mais subiria os degraus da faculdade onde ensina e procurava, sim, um patrão». Depois de o ouvir concluo que não tem [nunca realizei que a tivesse] – vergonha [não importa. Avaliações de personalidade e/ou carácter, consta, nunca corporizaram as skills em doutoramentos e certificações afins].
15.04.2010 in Economix, The New York Times
15.04.2010 in DN
Teixeira dos Santos classificou de "disparate" e "ignorância" as declarações do antigo economista chefe do FMI, Simon Johnson, que afirmou que Portugal será o próximo alvo dos mercados financeiros, está à beira da bancarrota. Simon Johnson equiparou ainda o financiamento de Portugal a um esquema em pirâmide «em vez de abater os juros da sua dívida, tem refinanciado os pagamentos de juros todos os anos através de emissão de nova dívida […] chegará a altura em que os mercados financeiros se vão recusar pura e simplesmente a financiar este esquema ponzi». Teixeira dos Santos afirmou que "num mundo de expressão livre também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância quanto às diferenças existentes entre os países da zona Euro, e que bem ilustram o preconceito céptico de alguns comentadores quanto à moeda única".

Daniel Bessa, ontem, chamou a este governo «administrador da massa falida» [acrescento mau]. O problema não é esse; é não ver onde se encontrará gente capaz de integrar a «comissão fabriqueira». Isto no caso de não ligar peva a cassandras «as nações não são uma coisa eterna. Começaram, acabarão. A confederação europeia irá provavelmente substitui-las» [Ernest Renan in “Qu’est-ce que’une nation?”, 1882]

Mas está tudo certo: mais burro do que os que zurram é quem os ouve zurrar.


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