12 de maio de 2013

outras lambisgóias


Carlos Abreu Amorim disse qualquer coisa de Vitor Gaspar. Verberou as acções e os resultados de Gaspar; exigiu o desterro de Gaspar. Não admira que tenha dito o que disse, o tenha feito nesta ocasião e admira menos se se considerar o contexto e o local onde disse. Carlos Abreu Amorim é apenas mais um desses espertalhões que se mantêm à tona da água porque, apesar do seu volume, possuem uma densidade inferior ao do fluido em que estão mergulhados. O resto é a Natureza que faz conforme explicou Arquimedes.
Carlos Abreu Amorim foi anos a fio um «blasfemo» pelas mesmíssimas razões que outros são «corporativos», «ladrões»,… a  massa é a mesma apesar das barricadas em que se acolhem serem diferentes. Da necessidade de exposição das suas opiniões até às proclamadas preocupações cívicas com o bem público tudo é instrumento, tudo tem um fito. E somente um.
Enquanto o predomínio na sociedade for desta sorte de lambisgóias, nunca chegaremos a porto seguro senão a reboque de algo exógeno -- inopinado e improvável -- ou de alguém interessado, mas estrangeiro.
«Todo o bom produto gera a sua contrafacção. A obscenidade é o erotismo dos pobres [de espírito]; a esperteza é a inteligência dos hábeis [para os que a praticam]; a abjecção é a admiração para os estúpidos ou para os escassos em dignidade»

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