Carlos Abreu
Amorim disse
qualquer coisa de Vitor Gaspar. Verberou as acções e os resultados de Gaspar;
exigiu o desterro de Gaspar. Não admira que tenha dito o que disse, o tenha
feito nesta ocasião e admira menos se se considerar o contexto e o local onde disse.
Carlos Abreu Amorim é apenas mais um
desses espertalhões que se mantêm à tona da água porque, apesar do seu volume,
possuem uma densidade inferior ao do fluido em que estão mergulhados. O resto é
a Natureza que faz conforme explicou Arquimedes.
Carlos Abreu
Amorim foi
anos a fio um «blasfemo» pelas mesmíssimas razões que
outros são «corporativos»,
«ladrões»,… a massa
é a mesma apesar das barricadas em que se acolhem serem diferentes. Da
necessidade de exposição das suas opiniões até às proclamadas preocupações
cívicas com o bem público tudo é instrumento, tudo tem um fito. E somente um.
Enquanto
o predomínio na sociedade for desta sorte de lambisgóias,
nunca chegaremos a porto seguro senão a reboque de algo exógeno -- inopinado e
improvável -- ou de alguém interessado, mas estrangeiro.
«Todo o bom produto gera a
sua contrafacção. A obscenidade é o erotismo dos pobres [de espírito]; a
esperteza é a inteligência dos hábeis [para os que a praticam]; a abjecção é a
admiração para os estúpidos ou para os escassos em dignidade»

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