A
noite passada, ao fazer zapping, dei com
a Fatinha a entrevistar (entrevista nº ?) Mário Soares na RTP1. Do que Mário
Soares dizia não faço ideia porque 1
– deixei há muito de o ouvir e ler e 2
– se estive por ali dois minutos, foi muito. Se ali estacionei os dois minutos não foi por Mário Soares, mas para impressionar
as minhas retinas com o facies de
gozo [aquele ar é de quem está a usufruir de uma delicodoce polução] com que a
Fatinha escutava as assertivas e iniludíveis constatações do idolatrado. Qualquer coisa na
fronteira do gritinho juvenil ou do espasmo verbal
«Faz-me um filho, Mário Bieber.
Adoro-te»

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