16 de maio de 2013

Fatiar parte da realidade

Se se acredita em magia em algum momento ela resultará. O problema é que os seus efeitos se desvanecem de seguida. Por isso me parece que a questão fundamental não é a magia nem são os mágicos: é a “crença”.
Em parte, assim foi

É vulgar ouvir-se de líricos, nefelibatas, cenobitas e de uns quantos «lettreferits» que o oposto a pessimismo é optimismo. A inversa também é verdadeira. Com excepção da bem intencionada injecção de ânimo aos “fracos” [que até pode ser bonito mas nem sempre faz bem], o contrário de pessimismo é quase sempre a idiotia. Não podia ser diferente já que um dos “selos” da idiotia é a circunscrição da realidade a contrários.
Em parte, assim continua a ser

Um sinal destes tempos de crise é alguém dizer, como na anedota, «caroço de azeitona» e apanharem logo uma bebedeira.
Quem e por que gritam, alguns, «caroço de azeitona»?
A ‘taxa sobre os pensionistas’ pode não vir a ser igual para todos. Ainda que o tecto máximo [dos cortes] se fixe nos 10%, o Governo admite excepções. Caso das subvenções vitalícias de titulares de cargos públicos e políticos. Por exemplo, os deputados e os juízes do Tribunal Constitucional poderão ficar sujeitos a cortes de 20% [o dobro dos demais pensionistas do Estado]. A comunicação social faz constar que a medida tem sido muito contestada inclusivé no seio da coligação governamental.
Em parte, assim é

Porque se bebe a mentira que nos lisonjeia ou que [aparentemente] mais convém a largos sorvos e a verdade que nos é amarga ou se cospe ou se engole gota a gota…
chore aos berros como as crianças. Até se estafar. Verá que depois adormece.

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