13 de abril de 2013

Relincho de Rocinante não chega ao céu


Da porcaria que nos entra olhos dentro todos os dias, via têvê, a elucubrar sobre as volutas da nossa vida colectiva, a prognosticar sobre o realizado ou a futurar não há melhor [para avaliar a qualidade das suas recensões e/ou conselhos] do que fazer rewind. Na maioria dos casos não desmerecem um pano encharcado nas trombas. Uma lástima.
Sem ser por acaso são precisamente alguns daqueles que nunca obtiveram grande visibilidade ou reconhecimento os que mais deviam ter sido ouvidos. Assim não aconteceu. Explicar os porquês para assim ter sido levar-nos-ia por apreciações que, inevitavelmente, passariam pela massa com que cada um está feito e isso já pouco, ou nenhum, interesse tem.
Temos os Sócrates, os Relvas, os Linos, os Jardins, os Isaltinos e os Loureiros, etc… e de isso a maioria não se queixou, bem pelo contrário.
Mário Soares voltou esta semana a debitar uns quantos flatos mesclados por outras tantas inanidades e os da comunicação social conforme a tradição, de cerviz dobrada, a enfatizá-los. Se a criatura e/ou os familiares não se compungem com a triste figura que o homem faz, se os abutres da comunicação social não se coibem antes pelo contrário [até aposto que o incentivam] de expôr ao ridículo a serrazina e os tremores ressabiados de um moribundo intelectual enfim o problemas é deles. Eu é que já não tenho paciência sequer para tomar por chita a serrobeca com que anda a cerzir a sua mortalha.