Da
porcaria que nos entra olhos dentro todos os dias, via têvê, a elucubrar sobre as volutas da nossa vida colectiva, a
prognosticar sobre o realizado ou a futurar não há melhor [para avaliar a
qualidade das suas recensões e/ou conselhos] do que fazer rewind. Na maioria dos casos não desmerecem um pano encharcado nas
trombas. Uma lástima.
Sem
ser por acaso são precisamente alguns daqueles que nunca obtiveram grande
visibilidade ou reconhecimento os que mais deviam ter sido ouvidos. Assim não
aconteceu. Explicar os porquês para assim ter sido levar-nos-ia por apreciações
que, inevitavelmente, passariam pela massa
com que cada um está feito e isso já pouco, ou nenhum, interesse tem.
Temos
os Sócrates, os Relvas, os Linos, os Jardins, os Isaltinos e os Loureiros, etc… e de isso a maioria não se queixou,
bem pelo contrário.
Mário
Soares voltou esta semana a debitar uns quantos flatos mesclados por outras tantas inanidades e os da comunicação
social conforme a tradição, de cerviz dobrada, a enfatizá-los. Se a criatura
e/ou os familiares não se compungem com a triste figura que o homem faz, se os
abutres da comunicação social não se coibem antes pelo contrário [até aposto
que o incentivam] de expôr ao ridículo a serrazina e os tremores ressabiados de
um moribundo intelectual enfim o problemas é deles. Eu é que já não tenho
paciência sequer para tomar por chita a serrobeca com que anda a cerzir a
sua mortalha.
