... "transporta-me" aos dias subsequentes, aos dias 26 ou 27, de Abril que digo agora, me colocaram defronte a alguns dos primeiros pulhas que tive o desprazer
de repartir uns pouquíssimos avos da minha adolescente existência.
Aqueles
sórdidos e desprezíveis espécimes que, da noite para o dia, se “transformam”
nos mais encarniçados e velhacos [embora pessoal e directamente nada tenham
feito que resultasse em prejuízo] «revolucionários» [marxistas, leninistas,
estalinistas, maoistas, albaneses, nitistas, guevaristas,…]
Dos
traços que caracterizam esta sorte de espécimes destacam-se a arte de procurar
antes de qualquer outra coisa retirar vantagem da situação portanto quanto mais
pantanosa fôr a situação, melhor.
Por
regra são reconhecida e comprovadamente os mais medíocres *.
Lá,
no meu meio, havia uma criatura que se destacava no seio de mais de setecentos
alunos por quatro circunstâncias, razões e motivos:
1 – era, em termos absolutos,
dos mais velhos do liceu,
2 – em termos relativos era
certamente o mais velho (18/19 anos de idade) de todos os do 5º ano,
3 – também era dos que fazia
gala em apresentar um rol de notas tão consistente em letras e números, a
vermelho e
4 – fisicamente, destacava-se
por não haver quem mais ostentasse semelhante corpanzil mastodôntico.
Poucos meses decorridos foi o primeiro a encabeçar uma sanha persecutória ao reitor do liceu no sentido de o sanear e em conluio com outros de categoria semelhante, de outros liceus, exigir a extinção dos exames no último ano do curso geral dos liceus **
Poucos meses decorridos foi o primeiro a encabeçar uma sanha persecutória ao reitor do liceu no sentido de o sanear e em conluio com outros de categoria semelhante, de outros liceus, exigir a extinção dos exames no último ano do curso geral dos liceus **
Atenho-me
apenas a este “exemplar” [que é um de cinco lídimos
– três estudantes liceais, um universitário e outro um pária a quem hoje pagamos
a reforma que obteve da RTP pelos serviços prestados em Moçambique] para
não trazer à liça parte do muito que houve e por desmerecer o tempo, decididamente.
Acontece porém que não tenho nem a arte nem a prática da memória selectiva.
Nada
sabendo da criatura, sei no entanto o que é público.O
que é esta criatura, agora? É um «capitalista» como convém ser, digo eu, e como
se auto-cataloga.
Ia
lá continuar revolucionário?! isso é que era bom! se, na praxis MPLA, os mais miseráveis tiques revolucionários são hoje as
mais abjectas e exceráveis práticas do mais hediondo “capitalismo”!
Então
como agora, lá em Angola como cá em Portugal, há trampa que nem vale a pena
mexer pela simples razão de que 1 – nada resolve e 2 – nem com nada disso os contemporâneos
se inquietam nem têm por que se inquietar (1).
Os
pais aprenderam com os avós, os filhos com os pais e as “provas de estrada”
foram feitas com os proveitos [e proventos] advenientes quer da sua condição invertebrada
quer, por maioria de razões, do contorcionismo. Razão tinha o “mestre” em História
que, no Recife, ao confrontá-lo com a lástima que é isto, aquilo, aqueloutro,… assentiu, mas retorquindo
que «tiveram excelentes professores além
de décadas e mais décadas de aulas práticas».
Onde está a novidade?
Foram aos milhares os casos em que tal aconteceu ao tempo do PREC mas pior é que voltou a acontecer -- não pela mesma forma mas que produziram efeito similar e proveito -- na década de 80 com o tsunami das universidades privadas. Onde está a novidade?!
Já várias vezes o escrevi e voltarei a escrever:
... roguem, reclamem de tudo. Não roguem ou reclamem por vergonha: não falem em vergonha ou então, quando efectivamente a tiverem, e sentirem, comecem o serviço -- de alto a baixo, sem olhar a quem -- e parem apenas quando tiverdes a certeza de que o "ambiente" ficou descontaminado. Até lá, antes de abrirem as bocas, olhem para os espelhos e abram os armários.
Foram aos milhares os casos em que tal aconteceu ao tempo do PREC mas pior é que voltou a acontecer -- não pela mesma forma mas que produziram efeito similar e proveito -- na década de 80 com o tsunami das universidades privadas. Onde está a novidade?!
Já várias vezes o escrevi e voltarei a escrever:
... roguem, reclamem de tudo. Não roguem ou reclamem por vergonha: não falem em vergonha ou então, quando efectivamente a tiverem, e sentirem, comecem o serviço -- de alto a baixo, sem olhar a quem -- e parem apenas quando tiverdes a certeza de que o "ambiente" ficou descontaminado. Até lá, antes de abrirem as bocas, olhem para os espelhos e abram os armários.
~ Resumindo ~
não
corram o risco de pôr a ventoínha a funcionar. Não vão ser cortados pelas pás além de ficarem encharcados de trampa.
* refiro estudantes pelo que a mediocridade tem que ver com os percursos se bem que as criaturas em questão fossem já, caracteriologicamente, irrecomendáveis.
** digamos que acompanhei a
situação porque um colega universitário [também ex-aluno do liceu], de
Economia, me veio desafiar para irmos a Benguela a uma RGA por forma a demovê-los
se não da “luta” pelas passagens administrativas pelo menos da inadmissível
sanha persecutória ao reitor.
(1) nota pessoal
Na
primeira pessoa ponderadamente digamos que não me inquieto: nunca se sentaram à
minha mesa e jamais sentarão. Se alguma inquietação de isso pode advir é [e só]
digamos pelos meus descendentes. Tudo o mais é asco.