«Esta noite, no circo, um domador apresentava um número com galinhas, raposas e cães. As raposas aproximavam-se amigavelmente das galinhas: era o progresso. As galinhas não pareciam muito tranquilas: era a rotina. Graças aos cães e à sua atitude pacificadora, tudo corria bem: era a civilização.»
Jules Renard
Os do Tribunal Constitucional, indigitados guardiões da legalidade no ergástulo, cegos e surdos, direccionaram e puseram a funcionar as ventoínhas. Está feito!
Ao ouvir os silvos da espada da implacável deusa Ivstitia, brandida pelos do Tribunal Constitucional, dei por mim… «um liberal é um revolucionário», a taramelar Proudhon. Um liberal não tem como não ser revolucionário. O que pode haver de desconforme ao socialismo [nas suas variegadas versões] e que possa estar em conformidade com uma Constituição que, em bom rigor, permanece subtilmente eivada de socialismo? Quanto irá custar o irresponsável e douto acordão desse Tribunal? se, digo eu, o preço fosse por eles, guardiões, custeado. O que não, até ver, tem sido o caso pois, desse co-pagamento, foram isentados pelo poder político.
Entretanto, lá no blog onde escreve, Vital Moreira, sobre os enviesamentos ou casuística que dita as regras com que os do Tribunal Constitucional cosem as suas soberaníssimas decisões vai dizendo
ou seja, isto vai dando para tudo. Enquanto houver quem, apesar de gemer, vá pagando --digo eu.
Entretanto, lá no blog onde escreve, Vital Moreira, sobre os enviesamentos ou casuística que dita as regras com que os do Tribunal Constitucional cosem as suas soberaníssimas decisões vai dizendo
