28 de abril de 2013

A primeira [de três] estocada fatal


Abstraindo-nos de tudo o resto*, recomenda a seriedade que seja reconhecido o seguinte
i.       o discurso de encerramento do congresso socialista foi bom
ii.    desde que dirige o PS, e pela primeira vez, Seguro está firme. As "provas" de i. e ii. começarão já a reflectir-se nas próximas sondagens
iii.   de ora em diante só a desonestidade intelectual e/ou o proselitismo partidário podem     levar a insistir na arenga de que não têm proposta(s) alternativa(s)

iv.    apresentou duas propostas de âmbito micro, outra fiscal que, presumo, poderão ter forte impacto macro e consequentemente social

  1. a criação de uma sociedade gestora de capital de risco que conceda crédito a empresas de viabilidade económico-financeira garantida e com dívidas ao fisco, à segurança social -- 'Porque não transforma, o Estado, esses créditos em capital dessa empresa?'
  2. tratamento fiscal diferenciado para os capitais próprios na recapitalização das empresas

Esta, a primeira [estocada], deixa o touro combalido e a comprovação será feita, ou não, com a "substância" do briefing após reunião do Conselho de Ministros da próxima terça-feira;
a segunda será dada com a realização da “convenção” [Estados Gerais] se a fizerem com todos os ademanes e cumprimento de todas as regras. Tal qual fez Guterres.
a terceira será dada pelos eleitores nas próximas eleições autárquicas
Os socialistas a partir de hoje podem ciciar a Seguro «não tenhas pressa»

neste regime e sistema o resto é imenso e tão importante ou mais do que as intenções, anseios e propostas dos políticos. Vale para Seguro e para o PS como valeu para Pedro Passos e para o PSD sobre quem ao ser eleito, há três anos, escrevi que as minhas apreensões e dúvidas tinham mais que ver com os Relvas que enxameiam o PSD do que com Pedro Passos Coelho. Me parece que agora já não sobejam dúvidas quanto a isso.