3 de março de 2013

Um direito, natural


Parece-me ter lido bem o que passava no rodapé da têvê
«Mário Soares oferece-se para intermediar (...) atrair investimento angolano»
Se li bem pouco resta dizer senão «a criatura está afectada; não está bem». Intermediar?! se não deve haver outro português que seja considerado, pelos cleptocratas do regime angolano e pela nomenklatura do MPLA, mais «persona non grata»?!

Se há direitos de facto, consignados ou não, um deles é o de qualquer ser humano, a partir de dado momento da vida e pelas mais variadas circunstâncias, poder usufruir de descanso. Garanti-lo será obrigação dos familiares, mas também dever dos demais concidadãos. Mesmo que o próprio não seja colaborante.
Acho que isso, Mário Soares, merece: que os da comunicação social o livrem do martírio que -- ao amplificar-lhe uma série de tolices -- será a consciência de «espectro». Essa já basta por si e ninguém lhe escapa.
«Bem o vemos andar, pavonear-se entre nós, nos vestidos ilusórios da triste morte, arremedando a vida…» - Antero de Quental
Se é verdade o que conclamam, se têm um avo de gratidão [como fazem crer] ou respeito pelo(s) ser(es) humano(s), aliviem-lhe os dias… E a nós não nos testem mais a paciência. Enfim… a “humanidade” não é uma palavra; é um exercício.