15 de março de 2013

sobre a logorreia e a lalação


Se alguma hora [da história] impôs aos que falam alto das obrigações de seriedade, profunda abnegação, sacrifício do «eu» às misérias da colectividade, de trabalho e silencioso pensamento; se alguma hora os mandou serem graves, implacáveis para serem justos pois a que passa é, indubitavelmente, uma delas.
Aos outros, a uma enorme legião de inocentes (ou idiotas) úteis enquadrados por um roldão de sevandijas “abençoados” por uns tantos escoliastas, dizer-lhes que
«a onda deste mar tumultuoso
vai ali expirar, esmaecida
numa imobilidade indefinida»,
de pouco valerá, intuo. Creio porém que mais proveito lhes daria, pouparem-se a tanto escopo errado e garganice. Muitas foram as vezes que ao longo destes sete anos escrevi que a minha percepção era de que nos encaminhávamos para a rocha Tarpeia, tantas.

Se o passado vale para alguma coisa, vale pelo que nele negámos.