Maria de Médici foi uma marioneta nas mãos
de Leonora Galighai
e de [marido] Concino Concini. Assim foi até ao Dia dos Tolos ou seja até ao dia
em que a esperteza de Leonora Galighai, a do marido e a da própria Maria de Médici
cederam à inteligência do cardeal Richelieu e à «fraqueza» de Luis XIII.
Segundo Ralph Waldo Emerson em «Carácter» terão perguntado a Leonora Galighai, antes de
ser decapitada, «Que meios empregasteis vós? [no “tratamento” que dera a Maria de Médici]». A resposta terá sido «[…] a influência que toda a mente forte exerce sobre uma mente
fraca».
Foi [naquelas coordenadas] a enésima reedição
de uma estória que continuamente se repete noutras latitudes e longitudes.
Decerto não foi por desconhecimento que Rasputin não se reprimiu de administrar «bons ofícios», similares, à família do czar Nicolau e
para essa gestão de dependências apenas necessitou de não desaproveitar a “oportunidade”,
que lhe caíu no colo por intermédio de um hemofílico [filho do czar], da
confiança cega da czarina e, em fim de linha, à dependência emocional do czar
Nicolau à família.
É assim.
Os
proprietários e os feitores [cada qual pelas suas razões] do chiqueiro hão-de estar felizes [há mais
uma criatura na vara], presumo. Nenhuma outra razão explica a tara colectiva
com o regresso do pródigo porcino. Bolota não lhe faltará e esterco onde
refocilar, também não.
Fiel
à natureza, aos costumes e à tradição veio [entre outras coisas] para aumentar
a chafurdice. De uma criatura enxudiosa, digo eu, pode esperar-se tudo: tudo
com excepção de quaisquer contributos para o atilamento, asseio ou primor do
muquifo. O que dizer que ao aumentar a esterqueira para seu deleite, e gozo da restante vara, mais nela se atola. Mais este que de cada vez que abre a boca para se "limpar" mais se suja.
É
assim.
A
culpa não é de quem «toma a palavra», a culpa é de quem lhe atribui relevância
ou valor.
Não
desperdiçou a primeira oportunidade que a vara lhe concedeu para se dirigir ao
plenário e vá de fazer as delícias da porcalhada. Esterco embebido em bílis por
cima da estrumeira.É
assim.
Não
me consta que, em Belém, alguém tenha caído na patetice de uma reacção e ainda
bem. Se por outra razão não foi que tenha sido para que essa culpa [a de quem
lhe atribui relevância ou valor], não lhes deva ser assacada. O que pode
contribuir para um outro efeito, colateral:
“reduzir” o orador a espectro.
Se
isto já não é um navio, mas uma jangada [feita de um navio naufragado] cheia de
espectros, faço votos que lá por Belém, alguém tenha lido Bentham
«de todas as tiranias,
a mais implacável é a dos mortos: porque não pode ser atenuada;
de
todas as loucuras, a mais incurável é a dos mortos: porque não pode receber
instrução»
tanto
quanto Alexandre Herculano
«os fantasmas das
sombras são mais cruéis do que as cruéis realidades do dia»
portanto não o matem; deixem-no a falar sozinho.
portanto não o matem; deixem-no a falar sozinho.
" (...) o Senhor use convosco de benevolência"
Rute 1:8