9 de março de 2013

sob sequestro


Leio que os “trabalhadores” da TAP se preparam para emitir uma nota de débito à restante sociedade de qualquer coisa que, segundo nºs de especialistas, andará em roda dos 15 a 20 milhões de euros. Diz quem sabe que a “luta” dessa casta já causou a desistência de 20 mil passageiros e que, no limite, afectará 90 mil passageiros.
Perante este exercício de absoluto desrespeito pelos demais concidadãos, desprezo pela situação económico-financeira da empresa e do país e -- com excepção dos interessados nos serviços da TAP nesse período que tiveram de optar por outra companhia --… o gado preocupa-se com as entrelinhas de um prefácio a um Roteiro que o PR, por costume, escreve.

Mas de que se defendem de tão grave assim os ditos “trabalhadores”? Creio saber que 1 – dos cortes salariais, 2 – da intragável sujeição da empresa à concorrência … tanto mais que a empresa, 3não recebe dinheiros públicos.
Em 1975, no PREC, os proletários da «cintura industrial» e os «comités» dissimulados em «comissões de trabalhadores» conseguiram sequestrar e exaurir o país de tal modo que um lustro depois estávamos, mão estendida à caridade, às portas do FMI e Mário Soares a dar uma facada ao «verdadeiro socialismo» do PS, enfiando-o na gaveta.

Sobre os cortes [que não admitem], concorrência [que lhes é intolerável] e dinheiro «da malta» [a que julgam ter direito] … o melhor é ficar “calado”. Teria de escrever outro tanto se não mais, para fazer de «privilégio» sinónimo de «chulice», «parasita», etc

A plebe a tudo isto se vai sujeitando sem tugir e pouco mugir.

Nota: como é óbvio subscrevo muito do que o António Maria escreve aqui