A
«coisa» não me merece nem merecerá mais do que este “registo” [para memória
futura]. De isso que se ocupem António José Seguro e todos os que, futuramente,
se sintam instigados pelas suas acções ou com as suas pretensões [como será a
de candidato presidencial]. A valoração que faço da «coisa» bem como da «caixa»
[jornalística], reduz-se a um argumento -- [reductio ad absurdum]. Mantenho
que uma sociedade que admite, que uma
criatura deste quilate moral se mantenha à tona, não desmerece o que de facto
vive por mais que blasfeme, esbraveje ou escoucinhe.
O "velho" Eurípides, contemporâneo de Sócrates, questionou bem a aquiescência dos deuses à elasticidade humana
«Onde estão os limites da insolente impudência do homem? Se a vileza e a vida humana aumentarem nas devidas proporções, se o filho crescer sempre em iniquidade mais do que o pai, os deuses terão de acrescentar outro mundo a este de modo a todos os pecadores poderem ter espaço suficiente. Até onde pode avançar a mente do homem?»
O "velho" Eurípides, contemporâneo de Sócrates, questionou bem a aquiescência dos deuses à elasticidade humana
«Onde estão os limites da insolente impudência do homem? Se a vileza e a vida humana aumentarem nas devidas proporções, se o filho crescer sempre em iniquidade mais do que o pai, os deuses terão de acrescentar outro mundo a este de modo a todos os pecadores poderem ter espaço suficiente. Até onde pode avançar a mente do homem?»