21 de março de 2013

Redução ao absurdo


A «coisa» não me merece nem merecerá mais do que este “registo” [para memória futura]. De isso que se ocupem António José Seguro e todos os que, futuramente, se sintam instigados pelas suas acções ou com as suas pretensões [como será a de candidato presidencial]. A valoração que faço da «coisa» bem como da «caixa» [jornalística], reduz-se a um argumento -- [reductio ad absurdum]. Mantenho que uma sociedade que admite, que uma criatura deste quilate moral se mantenha à tona, não desmerece o que de facto vive por mais que blasfeme, esbraveje ou escoucinhe.

O "velho" Eurípides, contemporâneo de Sócrates, questionou bem a aquiescência dos deuses à elasticidade humana
«Onde estão os limites da insolente impudência do homem? Se a vileza e a vida humana aumentarem nas devidas proporções, se o filho crescer sempre em iniquidade mais do que o pai, os deuses terão de acrescentar outro mundo a este de modo a todos os pecadores poderem ter espaço suficiente. Até onde pode avançar a mente do homem?»