Como
1 - [na perspectiva da estação
televisiva] se reconstrói uma imagem e faz a “estrela”, 2 - [na perspectiva do “candidato”] se põe em
marcha uma candidatura.
Louçã
tem de se distanciar quanto antes da imagem de trauliteiro, de entrincheirado
ideológico sem propostas consentâneas com o normativo democrático vigente nem
plausibilidade. Ou seja, o indómito revolucionário metamorfoseia-se numa
borboletinha.
O
«posto» já provoca muitos “movimentos” se bem que, até lá, alguém terá de ceder
o passo e/ou perder a ideia. Movimentações dos potenciais ou putativos
candidatos quer dos diligentes quebras-gelo, parte-pedra, guardas-chuva,… todos
esses «operacionais» -- Jorge Coelho, Marques Mendes, Santos Silva, Ferreira
Leite, Rui Tavares, Fernando Rosas,… -- se albergam [na primeira fase
procedimental] por debaixo da figura do comentadeiro
e/ou paineleiro [desconheço a autoria
das felizes designações].
Guterres*, Louçã, Carvalho da Silva,
Sócrates que gerarão uma resistência
no fluxo de trânsito à esquerda [ou não, dependendo sempre do que resultar de
uma primeira volta que exija uma segunda] e um pouco ou nada provável Durão Barroso**, à “direita”.
*ao
contrário de Marcelo, acho, não será. Vejo-o a sonhar com a cadeira de
secretário-geral da ONU
**a
deserção para Bruxelas, o sofrível desempenho na presidência da comissão
europeia e sobretudo a disponibilidade na invasão do Iraque de Saddam retiraram-lhe,
para sempre, quaisquer hipóteses de alguma vez vir a ser eleito.
