23 de março de 2013

Nove em cada dez estrelas usam a têvê


Como 1 -  [na perspectiva da estação televisiva] se reconstrói uma imagem e faz a “estrela”, 2 -  [na perspectiva do “candidato”] se põe em marcha uma candidatura.

Louçã tem de se distanciar quanto antes da imagem de trauliteiro, de entrincheirado ideológico sem propostas consentâneas com o normativo democrático vigente nem plausibilidade. Ou seja, o indómito revolucionário metamorfoseia-se numa borboletinha.

O «posto» já provoca muitos “movimentos” se bem que, até lá, alguém terá de ceder o passo e/ou perder a ideia. Movimentações dos potenciais ou putativos candidatos quer dos diligentes quebras-gelo, parte-pedra, guardas-chuva,… todos esses «operacionais» -- Jorge Coelho, Marques Mendes, Santos Silva, Ferreira Leite, Rui Tavares, Fernando Rosas,… -- se albergam [na primeira fase procedimental] por debaixo da figura do comentadeiro e/ou paineleiro [desconheço a autoria das felizes designações].
Guterres*, Louçã, Carvalho da Silva, Sócrates que gerarão uma resistência no fluxo de trânsito à esquerda [ou não, dependendo sempre do que resultar de uma primeira volta que exija uma segunda] e um pouco ou nada provável Durão Barroso**, à “direita”.


*ao contrário de Marcelo, acho, não será. Vejo-o a sonhar com a cadeira de secretário-geral da ONU
**a deserção para Bruxelas, o sofrível desempenho na presidência da comissão europeia e sobretudo a disponibilidade na invasão do Iraque de Saddam retiraram-lhe, para sempre, quaisquer hipóteses de alguma vez vir a ser eleito.