17 de março de 2013

Maltezes, burgueses,... E sempre.

Por que será que quando ouço, vejo ou leio o José Adelino Maltez me vem, amiúde, à ideia Emerson? Das razões, por certa, tenho uma que será da lavra de Emerson
«É preciso ter cuidado quando Deus solta um pensador no planeta»

A confrontação do [meu] sujeito com a «substância» da citação, suscita-me
-- conhecida a relação [nada amistosa] entre Adelino Maltez e Deus, pode ter acontecido que Ele me [nos] atirou com mais uma antropomorfizada provação. Hipótese pouco credível. A ser provação, teria de  questionar a sua infinita Misericórdia.

Mais ou menos resolvida esta “apreensão” sobra uma outra [hipótese], que considero credível
 
É um despropósito, pela desconformidade, confrontar o [meu] sujeito à luz de Emerson. Adelino Maltez não é um pensador. Detecta-se quando nos aprestamos a um encolhimento da malha [da peneira]. José Adelino Maltez é uma espécie de breviário portátil de fiabilidade mais ou menos garantida quer pelo que foi seu mister quer pela parafernália de “instrumentos” a que pode aceder. E nada disto nem cumulativamente faz de alguém, pensador. Sequer a compulsão para a prolixidade ou a aversão à concisão.

Mete-se-lhe uma «ficha», dá-se-lhe um click e a criatura desata desabridamente… Haja depois quem o cale. De todas essas qualidades, honra lhe seja. Sendo boas nenhuma garante, por si, pensar bem e ainda menos agir. Se no fim do(s) excurso(s) fica algo no(s) destinatário(s), é outra questão.

Exactamente assim ou nem por isso do que não tenho quaisquer dúvidas é que esta «trupe de referenciais» (da qual faz parte, Zé Maltez), é exímia na arte da prestidigitação intelectual. E em inúmeras ocasiões até conseguem soerguer-se e fazerem-se reconhecer vítimas do próprio mainstream que os pariu, deu regaço e amamenta.