6 de março de 2013

Laripô, camaradas


A comunicação social dá a saber que o Daniel Oliveira se demitiu do Bloco de Esquerda -- sem prescindir de alguma “pompa” e dar-se ares de importância que de facto nunca teve, não tem e, garanto, não terá.
Fê-lo, e com “estardalhaço”, de forma epistolar. A comunicação social enfatizou-a não por a dita, e o facto que a originou, ser sequer um facto político relevante mas apenas porque os amigos estão cá para isso e este  Daniel, tem sabido preservar no meio «comunicacional» essa diligente teia de apoios e simpatia. A não ser que seja um óbvio [para os outros] caso de uma criatura cuja grandeza não possa continuar, e a bem da República, confinada quer ao atavismo ideológico dos ex-camaradas quer à sua pequenez representativa.
A absoluta irrelevância do actor [no que ao Bloco respeita] e do(s) facto(s) [no que à realidade do país corresponde] não mereceria uma letra; merece a «teatralidade» mas não mais do que uma breve tradução [em versão «mesa do café»]

~ Tradução ~
(...) convosco não me safo e isto de fazer de Daniel Cohn-Bendit sem mais e melhores perspectivas futuras, não dá. A idade vai passando e, digamos, não tenho o estatuto de um Sartre para subsistir mantendo o meu bom viver apesar da crise. Camaradas, se pensasteis que andei todo este tempo a fazer este papel bipolar -- entre as engraçadices televisivas e a empáfia jornalística opiniosa -- para me restringir às faldas toleradas pelo mainstream bem como à babugem sem outro proveito, enganasteis-vos. Ali, a asa esquerda do PS, está sequiosa de “pensadores” e é no PS que continuarei a “revolução” pelo meu bem-estar. Façam o favor de não enfatizar aquela do «não estou nomercado partidário». A eles, creio, dar-lhes-á jeito e a mim também. sabem como é.