A
comunicação social dá a saber que o Daniel Oliveira se demitiu do Bloco de
Esquerda -- sem prescindir de alguma “pompa” e dar-se ares de importância que
de facto nunca teve, não tem e, garanto, não terá.
Fê-lo,
e com “estardalhaço”, de forma epistolar. A comunicação social enfatizou-a não por a dita, e o facto
que a originou, ser sequer um facto político relevante mas apenas porque os amigos estão
cá para isso e este Daniel, tem sabido
preservar no meio «comunicacional» essa diligente teia de apoios e simpatia. A
não ser que seja um óbvio [para os outros] caso de uma criatura cuja grandeza
não possa continuar, e a bem da República, confinada quer ao atavismo
ideológico dos ex-camaradas quer à sua pequenez representativa.
A
absoluta irrelevância do actor [no que ao Bloco respeita] e do(s) facto(s) [no
que à realidade do país corresponde] não mereceria uma letra; merece a
«teatralidade» mas não mais do que uma breve tradução [em versão «mesa do café»]
~
Tradução ~
(...) convosco
não me safo e isto de fazer de Daniel Cohn-Bendit sem mais e melhores
perspectivas futuras, não dá. A idade vai passando e, digamos, não tenho o estatuto de um Sartre para subsistir
mantendo o meu bom viver apesar da crise. Camaradas, se pensasteis que andei
todo este tempo a fazer este papel bipolar
-- entre as engraçadices televisivas e a empáfia jornalística opiniosa -- para
me restringir às faldas toleradas pelo mainstream
bem como à babugem sem outro proveito, enganasteis-vos. Ali, a asa esquerda
do PS, está sequiosa de “pensadores” e é no PS que continuarei a “revolução”
pelo meu bem-estar. Façam o favor de não enfatizar aquela do «não estou no “mercado partidário”».
A eles, creio, dar-lhes-á jeito e a mim também. … sabem como é.
