20 de março de 2013

A multiplicação dos génios


Na conversa mole com que diligentemente a comunicação social nos brinda e para a qual são, prioritariamente, convocados conhecidos líricos, «lettreferits» e um ou outro cenobita [estes em ocasiões solenes, obviamente] ou seja os do costume, pouco ou nada presta.

Sobre a duração dos ciclos de euforia e pânico que precedem ou se mantêm durante ciclos económicos de crescimento e depressão ou recessão convém não perder de vista que as suas durações acabam por equivaler ao tempo que as pessoas necessitam para se esquecerem da última catástrofe ou seja, o tempo necessário para a morte dos génios financeiros da última geração e a sua substituição por outros que, desta vez, disponham verdadeiramente do toque de Midas.

Este é um dos ensinamentos que a história da Moeda, por exemplo, regista. O proveito cada um colhe o que pretende.

A propósito da promiscuidade entre política e finança é eloquente a vida de John Law, um génio da finança, relatada pelo duque de Saint-Simon nas suas «Mémoires». A indiferença com que os compatriotas o olharam, os seus êxitos na França de Filipe, duque de Orleães/regente de Luis XV e o que a sua genialidade produziu em França. Com a “bênção” de Luis.

Como soe dizer-se é uma [das imensas que há] «crónica» dos dias do génio, bestial, até chegar a besta.

Nota: na Wikipédia existe qualquer coisa sobre o assunto que, apesar de pálida, pode ser útil. Tem a vantagem de não cansar os olhos em demasia, dispensar mais aturado estudo e  permitirá mais uns tantos grunhidos.