Aparentemente, do nada mas disseminada por tudo quanto é
canto, da comunicação social às redes sociais e em resultado do anúncio da resignação
de Bento XVI, antes de qualquer outra coisa desabou, mãos dadas com as
inevitáveis teorias conspirativas um tororó
de opiniosas perorações sobre quem deve ser ou melhor, que “qualidades” deverá
ter o próximo Sumo Pontífice. Acho que, exceptuando preferências com a idade, as
restantes são palermices.
O assunto tem relevante interesse se se descartarem os eclesiófobos.
O assunto tem relevante interesse se se descartarem os eclesiófobos.
No concernente às qualidades pretendidas, um ingénuo
navegando na web anotaria o prevalente desejo de que fosse africano ou
sul-americano. Ou seja ainda um não resignou e já dois ou três cardeais
africanos v.g. negros são
discriminados.
Para essa gente [que não é tida nem achada para o assunto] a
QUALIDADE está na melanina. Como para mim esse critério é uma forma de discriminação
racial mais não direi senão, e pela rama, perscrutar
vantagens para a Igreja Católica e cristãos caso o próximo Papa acabe por ser
um desses cardeais negros -- Peter
Turkson ou Francis Arinze -- ou a escolha recair sobre um dos cardeais
sul-americanos ou asiático. Não por serem lídimos “clérigos” mas pela
proveniência geográfica ou pigmentação.
Será apropriado dizer que, caso se venha a confirmar a tendência
e a força no conclave, o regime de quotas tinha entrado no Vaticano
à semelhança das quotas reservadas às mulheres na política ou às reivindicadas
pelos gays como condição para obterem
privilégios em relação aos demais.
Questiono o que ganhou África, e os africanos, por Koffi Anan ter sido secretário-geral da
ONU? ou que deu a África, e aos africanos, a mais ou diferente do que a que foi
dada por Sekou Touré, J. Ki-Zerbo ou Mandela? o que foi adquirido pela minoria negra americana em consequência
dos altos cargos militares e políticos a que se alcandorou [por sua exclusiva competência e reconhecimento dos pares]
Collin Powel?
em que é que contribuiu [nesses
domínios] Obama mais do que
contribuíram de facto nomes mundialmente reconhecidos e muito acima de qualquer
encómio ou ditirambo como Denzel Washington, Sidney Poitier, Morgan Freeman, Ray Charles, …[apenas estes em nome de
muitas outras centenas dispersos pelos mais variados campos da actividade humana
e por forma a fugir de clichés,
tolos, Luther King, Malcolm
X, …?]
Estou ciente de que nenhum deles alcançou o prestígio que
alcançou por serem negros, pardos, escurinhos, morenos,… nenhum. O que quer
dizer que o alcançaram por serem gente de grande envergadura, finíssimo calibre
e revelarem alta competência nas actividades que abraçaram. Não percebem alguns [muitos] de esses «"pescadores" da
inclusão» que a quota já é, por si, uma discriminação. Cretinos! não há pardos,
mestiços, mesclados,… há homens e mulheres que provam estar capacitados para
desempenhar bem esta ou aquela função, este ou aqueloutro desafio.
