17 de fevereiro de 2013

Tomem... E assoem-se


Ontem, a SIC emitiu uns flashbacks de uma entrevista a um relapso e contumaz «inadaptado»
[Manuel Pires, o ''Texas'' ou ''avô Metralha'', que cedo percebeu que queria ser profissional do crime]

Uma criatura que, por convicção, optou ao longo da vida, sempre, por aquilo que não lhe moesse os músculos,  qualquer coisa que na busca de processo de foder o próximo, no máximo lhe acariciasse os neurónios. Como disse o próprio foi a natureza que providenciou no sentido de lhe conceder aquele dom para a falsificação.

por quem sois! os outros andam cá para tudo o resto que lhes dá cabo do quotidiano e mais o de terem paciência bastante para aturar e pagar, directa ou indirectamente, aberrações destas.



De estúpido tem o abcesso, nada … até soube, na ocasião devida, proclamar que roubou bancos pois «são tão ladrões ou mais do que ele» e imagino eu, até receberá algumas palmas pelo flato.
Agora que a idade pesa, esperto, de pouco ou nada carece porquanto 1-- teve o engenho de encontrar uns ingénuos [de uma igreja evangélica]  que crêem na possibilidade de conversão da alma e com quem o tresmalhado vai satisfazendo as contrapartidas mínimas exigidas assim como 2 – a arte de nunca esquecer os consignados e inalienáveis direitos adquiridos
[desconheço se pensão por invalidez, velhice, rendimento social de inserção, rendimento mínimo, …]
Facto é que ouvi, discurso directo, … quatrocentos euros por mês! «esses, cantam todos os meses».

Toma! e Parabéns a todos os pensionistas da pensão mínima, de provecta idade ou nem por isso, padecentes de maleitas para que as agruras da vida em muito contribuiram mas que certinhos, respeitadores foram alavancando uma dívida monumental que lhes subtrai, hoje, uns pedaços de alívio aos dias. Eis por que vale a pena ser impoluto quanto ao cumprimento das obrigações fiscais e contributivas.
… toma que o supino gozo está em de isso -- quatrocentos euros, Prémio vitalício de Resiliência quiçá Empreendorismo -- fazer gala. Não merecem outra coisa ou já não tivesse lido por aí que
«ser profissional do crime pode, para alguns, ser a única forma de sobrevivência»