24 de fevereiro de 2013

Tão engraçadinhos! estes «revolucionários»


É o que querem: visibilidade; um pouco de protagonismo. Jamais o teriam se dependesse da execução de algo útil; que servisse a sociedade.

O «mal», no caso, não é inteiramente inútil. Cria ao menos ocupação a muitas vidas no desemprego e concede-lhes alguma reputação. Um dos equívocos da «luta de classes» é que não se sonha com o nivelamento delas mas apenas com a inversão de posições. O ódio contra os privilegiados sonha com a inversão do privilégio. Imagina-se o viver faustoso apenas por ser faustoso mas nunca pelo que de trabalho, maçada, preocupação ou dispêndio de tempo e energia que para isso foi necessário. Descartando, obviamente, a fortíssima hipótese da falta de vocação.


Poucos nomes mais haverá no léxico panfletário tão ridículos [consequentemente cretinos] quanto o ápodo de fascista. Os que o são não o dizem portanto, mimoseiam de fascista quem de facto não é.
Estender-me mais neste detalhe seria [mais do que menos] desperdiçar pérolas com bácoros. Direi apenas que nem os «fascistas» têm a mais pequena condição para impôr o que quer que seja a alguém como não têm os das tunas protofascistas. Infelizmente, acrescento.
Convenhamos que a tragédia é precisamente essa: nem condições temos para a utopia.
No dia seguinte estaríamos todos – pobres, remediados, pouco ricos e um tanto ricos – na fila da sopa dos pobres, às portas da Mitra. Como está bem de ver os efectivamente ricos, não contam para este rosário. Sendo ricos, mal acabassem a refeição, levantavam a mesa com o cuidado de não deixar cair as migalhas da toalha e a refeição seguinte, fá-la-iam na esplanada de um agradável restaurante de um boulevard parisiense ou no areal de uma qualquer praia tropical.

Tanto caminho feito e nem ao menos aprenderam que o léxico evoluiu. Nem os comunistas usam e abusam já do fascista. Sem acaso, hoje, os «fascistas» designam-se de «neoliberais» [e os mais inteligentes já evitam o «neoliberal» e usam «liberal»]. O termo «fascista», nestes contextos, tem «livre trânsito» mas para ser usado da mesma forma que Pavlov usou campaínhas com os mastins e provocar o efeito que provocava na Idade Média, alguém, no meio de um ajuntamento, apontando outrém como bruxa, blasfema, herege, etc… gritar fogueira. Com uma diferença: nesse tempo, o desgraçado estaria irremediavelmente perdido e bem podia encomendar a alma;  agora, o ranger de dentes e a salivação são para administrar politicamente.

Tadinhos! não lhes falta língua que do resto... é coisa que, sabemos, são desprovidos.