12 de fevereiro de 2013

Que Deus vos abençõe…


Um cardeal terá dito que a resignação de Bento XVI foi um "trovão em céu sereno". Disse, ficou dito [apropriada e linda a perífrase ou metáfora, acrescento].
Ao fim do dia [ou princípio da noite] trovejou sobre Roma e, sinal de qualquer “coisa” [que atendendo à “substrução” do assunto, suponho, terá sido um nada subtil sinal divino], um raio caiu sobre a cúpula da Basílica de São Pedro.
… e eu fascinado com os nexos mais ou menos envergonhados [mas sempre numa relação directamente proporcional à  idiotia de quem o faz]  que, «em pleno século XXI» [homenagem às criaturas que gostam de assim dizer], se estabelecem.
Imagino o que seria dito se, por cima da Basílica, em vez de um raio tivesse desabado um meteorito [por minúsculo que fosse]. Seria, considerando a multivalência simbólica das pedras -- casos da Ka’aba de Meca, a pedra negra de Pessinonte [imagem anicónica da Grande Mãe dos Frígios, Cibele, e que foi levada para Roma durante uma das guerras púnicas], o bom e o bonito.

Quando se arrancam as patas a uma rã, está provado, a «bichinha» deixa de ouvir. Grita-se-lhe, bate-se no chão e … não se mexe. Se não fica surda, fica teimosa ou chateada, não sei.

já que eu devo ter sido amaldiçoado. Isto não é um caminho para o Gólgota, mas é um “calvário”.