Um cardeal terá dito que a resignação de Bento XVI foi um
"trovão em céu sereno".
Disse, ficou dito [apropriada e linda a perífrase ou
metáfora, acrescento].
Ao fim do dia [ou princípio da noite] trovejou sobre Roma e,
sinal de qualquer “coisa” [que atendendo à “substrução”
do assunto, suponho, terá sido um nada subtil sinal divino], um raio
caiu sobre a cúpula da Basílica de São Pedro.
… e eu fascinado com os nexos mais ou menos envergonhados [mas sempre numa relação directamente proporcional à idiotia de quem o faz] que, «em
pleno século XXI» [homenagem às criaturas que
gostam de assim dizer], se estabelecem.
Imagino o que seria dito se, por cima da Basílica, em vez de
um raio tivesse desabado um meteorito [por minúsculo que fosse]. Seria,
considerando a multivalência simbólica das pedras -- casos da Ka’aba de Meca, a pedra negra de Pessinonte
[imagem anicónica da Grande Mãe dos Frígios, Cibele, e que foi levada para Roma
durante uma das guerras púnicas], o bom e o bonito.
Quando se arrancam as patas a uma rã, está provado, a
«bichinha» deixa de ouvir. Grita-se-lhe, bate-se no chão e … não se mexe. Se
não fica surda, fica teimosa ou chateada, não sei.
já
que eu devo ter sido amaldiçoado. Isto não é um caminho para o Gólgota, mas é
um “calvário”.
