8 de fevereiro de 2013

Da “mitologia” económica


Sobre a Regra de Ouro orçamental  [0,5% de défice estrutural * conjugado com um máximo de 60% de Dívida Pública em percentagem do PIB] que, hoje, irá ser aprovada digamos que do lado de cá, tem de ser perspectivada dentro do «de preferência» ou do «conquanto seja possível». A não ser nessa(s) perspectiva(s)… talvez seja melhor crer que um dia o homem viajará até Marte. Viajará porque o desejou. O único senão é que não é por se dizer «o homem» que os homens lá irão, um dia. Irão uns poucos, muito poucos; os demais ficam, cá por baixo, a babar-se com o feito deles. Mais do que certo que sem outro proveito senão, esse mesmo, babar-se.
É mais fácil dar de caras com o Iéti.

* tecnicamente, por cá, tem de ser lido «muitos anos com execuções orçamentais superavitárias»