A estação televisiva do coito, a RTP, ontem, iniciou a série "E Depois do Adeus" -- ... consta da respectiva sinopse, será «a história de uma época refletida nas “estórias” de uma família que, de repente, se vê estrangeira no seu próprio país», será o quotidiano dos «Mendonças», [os] retornados [os «tinhas» como por cá, à época, eram conhecidos. Acrescente-se, em abono da verdade, era mais verdade do que mentira pois, a esmagadora maioria, teve o que a Natureza lhes presenteara à nascença -- qualquer coisa no meio das pernas e os bolsos das calças].
Não
vi… [sem a ver] adivinho a cor do
bichinho que sairá da lura; verei… mais não seja para confirmar o que há
muito suspeito. … digamos que o
subconsciente [colectivo], anda a fazer-lhes cócegas.
Um
aborrecimento existencial, e efectivo. Não é nada que mate, mas incomoda.
Em
questões deste âmbito, e desta magnitude, quando o subconsciente morde, no mínimo, sinaliza que, bem ou
mal, é tarde. É tarde para o que quer que seja, para tudo com a excepção do
reconhecimento ou não reconhecimento.
Já
li por aí, escrito [creio que um tanto apressadamente], que será «a descolonização do ponto de vista dos
retornados». Não sei se é ou não, evidentemente. Mas se fôr, a esta distância, digo que pouco importa e é o
que menos interessa. A esta distância
digo que, por esse lado, o dos “colonos” [mais os que sim do que os que não],
obtiveram o que mereceram e os do puto,
da metrópole, comem agora pior e menos [pelo que consta] mas, do mal o
menos, comem do que quiseram no prato. Ora, pior do que mal, é mal e
contrariado.
É
a vida.
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