26 de janeiro de 2013

Livro de cerimónias


Podia lá ser?...vaguear por aí, pelos peristilos da web e continuar a desconhecer que este ano, de 2013, se comemora(m) o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal?! Não. Não sabia, mas sei agora.


Informação importante? É óbvio que sim. Efeméride incontornável? claro. Ou não tivesse sido esse indefectível da IIIª Internacional; lídimo apóstolo do internacionalismo virado a Leste; obreiro de Muros a Oeste e agora uma trémula e iridiscente estrelinha pespegada no firmamento, «pedra» desta «democracia burguesa» que [a Oriana Fallaci] “jurou” não permitir, fosse implantada em Portugal
[talvez um dos momentos maus por que todos passamos mas, pelo sim pelo não, são estilhas a obliterar do “espólio” e “testamento”]

Há quem esgrima argumentos, e dispêndio de babosa, na defesa de que «o mito e a democracia não acasalam». Discordo. Acasalam, pois. Mais as vezes que sim do que… E mais ainda se quer o mito quer a democracia se escrevem, indiferentemente, com minúsculas. Não seria se acaso, o homem, não digerisse os maiores erros desde que lhes orientem a vida. O resto… o resto é gado.

Uma data aniversária pode servir de instigação a muito e ao seu contrário. A minha [sincera] homenagem
Excelentes leituras «para sair desse antro estreito»*



*  Para não ter protestos vãos,
   Para sair desse antro estreito,
   Façamos nós por nossas mãos
   Tudo o que a nós diz respeito.
                      […]

         ~ A Internacional ~
                     Hino

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