«A
Constituição é um produto do imaginário, não é o real. Passados uns anos, o que
era possível numa dada circunstância pode ser alterado. Isso não é violar a
Constituição, mas sim reinterpretar a Constituição de acordo com as
possibilidades. Não há dúvida que a falência de um Estado nacional é
absolutamente inconstitucional. Nenhuma Constituição pode pressupor essa tipo
de situação. Mas, no caso português, isso aconteceu. O real tornou-se
inconstitucional. Quando o real se torna inconstitucional, a política tem de
alterar o imaginário. Um dos grandes erros da política portuguesa é ter um
imaginário muito forte.»
Na realidade não há melhor do que realmente. O problema, digo eu, é que ainda não chegaram ao "realmente" [apesar de não faltar quem realmente já tenha esbarrado na parede do imaginário]. Atente-se em algumas das narrativas
[as que têm um pingo de tino e três linhas de senso] que são feitas e percepcione-se quais são as que obtêm acolhimento.
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