6 de janeiro de 2013

Expectativas goradas

«A Constituição é um produto do imaginário, não é o real. Passados uns anos, o que era possível numa dada circunstância pode ser alterado. Isso não é violar a Constituição, mas sim reinterpretar a Constituição de acordo com as possibilidades. Não há dúvida que a falência de um Estado nacional é absolutamente inconstitucional. Nenhuma Constituição pode pressupor essa tipo de situação. Mas, no caso português, isso aconteceu. O real tornou-se inconstitucional. Quando o real se torna inconstitucional, a política tem de alterar o imaginário. Um dos grandes erros da política portuguesa é ter um imaginário muito forte.»


Na realidade não há melhor do que realmente. O problema, digo eu, é que ainda não chegaram ao "realmente" [apesar de não faltar quem realmente já tenha esbarrado na parede do imaginário]. Atente-se em algumas das narrativas [as que têm um pingo de tino e três linhas de senso] que são feitas e percepcione-se quais são as que obtêm acolhimento.


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