Então,
O
governo [todos] advoga uma cidadania mais
aprofundada, interventora, responsável e exigente – também eu – e, no
seguimento, apelou a que os cidadãos ponderem, discutam, se informem, sugiram,…
Tenho-me
como um cidadão interessado e preferia, de longe, informar-me segundo os meus
sentidos e inteligência e não de o fazer por crivos alheios e sem qualquer
dúvida com interesses, as mais das vezes, díspares dos meus.
Deparo consecutivamente com um obstáculo que, pela persistência, sou levado a crer que
será propositado e dissuasor ou seja «tens-aqui-o-convite-mas-faço-figas-para-que-não-apareças-na-festa».
O
que inviabiliza a [minha] melhor informação
é precisamente a forma [que revela a nenhuma
consideração com que os cidadãos são tratados por parte dos nossos eleitos e os
designados dignitários do Estado]. Qual é a forma? a língua usada para divulgar Estudos, Memorandos, Relatórios enfim documentação
oficial é, comummente, o inglês [como se confirma da gravura à esq. – retirada do site
do governo da República].
Qual
é a língua oficial portuguesa? creio ser o português, ainda.
Acontece
que, a minha pessoa [cidadão de pleno direito, porém],
pouco mais do que os rudimentos da
língua-mãe domina [quanto mais idiomas estranhos]
pelo que me sinto excluído, discriminado.
O mesmo “tratamento” não me é concedido no que respeita aos impostos,
contribuições e demais taxas a que voluntária, ou compulsivamente, sou sujeito [não há organismo ou instituição que me discrimine ou seja
que contemporize, que condescenda].
Ora
assim sendo, proponho o seguinte:
considerando
que, de contas, também não vou além
da aritmética essencial – somar, subtrair, multiplicar e dividir, e em
português –, quer dizer, não me afoito em “engenharias financeiras” [que me impedem de usufruir de todas as prerrogativas fiscais,
e outras] e a que não posso aceder [por não ter
proventos ou rendimentos de forma a contratar um fiscalista, por exemplo]
ficar-vos-ia pois agradecido por equivalente, compensadora, digamos equitativa,
discriminação – se a primeira pode ser tomada por negativa [exclusiva], esta será positiva [inclusiva]. As minhas “carências” técnico-literárias
são, efectivamente, um fortíssimo factor de desfavorecimento.
também
nisto,quero ser discriminado.
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