12 de janeiro de 2013

Discriminação por discriminação


Então,

O governo [todos] advoga uma cidadania mais aprofundada, interventora, responsável e exigente – também eu – e, no seguimento, apelou a que os cidadãos ponderem, discutam, se informem, sugiram,…
Tenho-me como um cidadão interessado e preferia, de longe, informar-me segundo os meus sentidos e inteligência e não de o fazer por crivos alheios e sem qualquer dúvida com interesses, as mais das vezes, díspares dos meus.
Deparo consecutivamente com um obstáculo que, pela persistência, sou levado a crer que será propositado e dissuasor ou seja «tens-aqui-o-convite-mas-faço-figas-para-que-não-apareças-na-festa».


O que inviabiliza a [minha] melhor informação é precisamente a forma [que revela a nenhuma consideração com que os cidadãos são tratados por parte dos nossos eleitos e os designados dignitários do Estado]. Qual é a forma? a língua usada para divulgar Estudos, Memorandos, Relatórios enfim documentação oficial é, comummente, o inglês [como se confirma da gravura à esq. – retirada do site do governo da República].
Qual é a língua oficial portuguesa? creio ser o português, ainda.
Acontece que, a minha pessoa [cidadão de pleno direito, porém], pouco mais do que os rudimentos  da língua-mãe domina [quanto mais idiomas estranhos] pelo que me sinto excluído, discriminado. O mesmo “tratamento” não me é concedido no que respeita aos impostos, contribuições e demais taxas a que voluntária, ou compulsivamente, sou sujeito [não há organismo ou instituição que me discrimine ou seja que contemporize, que condescenda].
Ora assim sendo, proponho o seguinte:
considerando que, de contas, também não vou além da aritmética essencial – somar, subtrair, multiplicar e dividir, e em português –, quer dizer, não me afoito em “engenharias financeiras” [que me impedem de usufruir de todas as prerrogativas fiscais, e outras] e a que não posso aceder [por não ter proventos ou rendimentos de forma a contratar um fiscalista, por exemplo] ficar-vos-ia pois agradecido por equivalente, compensadora, digamos equitativa, discriminação – se a primeira pode ser tomada por negativa [exclusiva], esta será positiva [inclusiva]. As minhas “carências” técnico-literárias são, efectivamente, um fortíssimo factor de desfavorecimento.

também nisto,quero ser discriminado.

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