10 de janeiro de 2013

Les jeux sont faits (II)


O "tumor" está no ventre e não nos membros

                            Correndo o risco de acrescentar soundbytes ao ruído instalado sempre direi que da análise ao documento referência [elaborado pelos técnicos do FMI] há bastante para cortar na despesa do Estado [a cortar nos 27% da despesa primária; não nos 70% afectos à despesa no âmbito da redistribuição social]  antes de entrar nos cortes ao designado Estado Social – saúde, previdência, ensino,…
                                                           É isso que o governo [todos quantos entrarem na ponderação do emagrecimento] tem de encarar. Ainda existem muitas centenas de milhão a cortar nos apelidados “interesses instalados”.
·         o que falta cortar, e pode ainda ser cortado, nas PPP’s -- rodoviárias, hospitalares,...
·        quantos milhões mais podiam, e deveriam ter sido cortados, no pouco assisado corte às Fundações?
·        quantas dezenas de milhão continuam a custar os serviços [de consultoria, assessoria e quejandos] solicitados às sociedades de advogados?
                                                         Muitas outras centenas de milhão, há
·         quantos milhões se poupariam em liquidar definitivamente os privilégios do funcionalismo público via ADSE?
·      e quantos mais se acabassem as desigualdades existentes entre as reformas que são pagas pela CGA e as do regime geral?
·     no que respeita aos transportes públicos -- Metropolitano de Lisboa, Metro do Porto, Transtejo, Soflusa, Transportes Colectivos de Lisboa, Porto, Coimbra, CP, … -- quantos milhões se obterão em poupança com o que tem de ser feito e se vai arrastando enquanto o mealheiro dos contribuintes é assaltado?
                                                       De outro âmbito
·          para quando a execução, e o arresto dos capitais e bens, aos devedores à Parvalorem?
·    e porquê o FMI a fazê-loporque não foi uma universidade ou a universidades portuguesas?
[]
                                                      E ainda de uma outra forma mais abstracta mas nada retórica
·         qual seria a repercussão de uns avos mais de moral e ética [no exercício da política e da administração pública] e outros tantos [de exigência efectiva e consequente] por parte dos contribuintes, do povo? a quantos pontos percentuais de acréscimo no PIB equivaleria isso? e quantas centenas de milhão se transviam por essa insuficiência para bolsos indevidos?
                                               Precisamos de capitalistas e empresários: de muitos. De parasitas endinheirados, não [já nos chegam e sobejam os parasitas, pelintras]
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(…) nada de "misturas" com o salsifré das esquerdalhas que por aí pulam e fazem que avançam. O que eles querem, não quero eu.

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