O
saber não ocupa lugar e para aprender há sempre ocasião.
Direi
que não fazia a mais pequena ideia de quanto pode [valer
ou] “pesar” um sorriso e se o presente “debate público” já teve virtude
foi, pois, o de me ensinar «quanto vale um sorriso».
A
todos os títulos intolerável a simpatia [denunciada
por um fácies sorridente] de Carlos
Moedas, secretário-de-estado, na conferência de imprensa. Inadmissível,
segundo as mais diversas opiniões dos sacramentados tabeliães do regime, questores
das boas-maneiras e melhores costumes –- Pacheco
Pereira, António Costa, Constança Cunha Sá, António José Teixeira, Frei Fernando Ventura,…
Carlos Moedas não podia ter aparecido assim
ligeiro, afável, prestável, simpático, sorridente. Não! tendo ido ao que foi,
devia ter aparentado a responsabilidade do assunto e expressar a dor implícita.
É
a pose de Estado. A pose de Estado que explica a lágrima fácil de Jorge Sampaio [agora
percebo porque fungava e lacrimejava a criatura a propósito de pouco e nada],
o permanente ar circunspecto de Cavaco,
as múltiplas facécias iradas de Sócrates
, … como explica os múltiplos registos de António José Seguro que medeiam
entre o enfado, o compungido, o cenho franzido e o mais ou menos agoniado [de quem está aflito-para-ir-ao-quarto-de-banho].
A reforma do Estado também passa pela reforma dos modos e das maneiras.

Sem comentários:
Enviar um comentário