19 de dezembro de 2012

Uma palavra [não adventícia] pelo Advento



= Miserável =
 
O que classifico, quem qualifico de miserável?!
·      que a esta altura do campeonato ainda se teorize em torno dos que têm vergonha de ser, pobres;
·      os “cerebelos” que têm vergonha de assim se tomarem: por pobres.
... digo eu que, mesmo quando tive [algum] dinheiro, nunca logrei mais do que isso: ser pobre. Daí nunca ter sido proprietário de um Bugatti ou, por isso, serem os meus filhos portugueses
[não seriam, garanto, caso alguma vez tivesse sido rico]
 
Os pobres não se fazem ouvir, não se manifestam ou se se manifestam, fazem-no ao tombar do dia, pela calada da noite, buscando uma sopa quente, tocando a uma campaínha que lhe ceda um cobertor, buscando um pedaço de chão onde se abrigue,… não usam a net, não escrevem em blogs, não frequentam redes sociais.
Muitos miseráveis, sim: têm net; frequentam redes sociais onde exalam piedade e afirmam abraços, solidários e fraternos, por quanto é copain; abjuram comportamentos, procedimentos e opções ou silêncios cúmplices; compõem manifestações contra a pobreza; etc
 
Lamento os pobres; compadeço-me com eles. Dou a mão a um pobre. A miseráveis, não: aos pobres de espírito devoto-lhes efectiva indiferença. Não me condoo com a situação, injustificável ou justificada, de pobres de espírito. Mais: estou ciente que no dia ou quando encontrarem vacina para esses miasmas estarão removidos imensos dos escolhos que vos tolhem os passos e toldam a visão.
 
A pobreza do século XXI é basicamente igual às dos séculos anteriores. Mais côdea menos côdea. Assim fosse a miséria. Não é: está mais disseminada, mais democrática e infelizmente é muito mais elaborada portanto, dissimulada.
 
E é, mais ou menos assim, quase tudo
[no que concerne à choramingada “pobreza” instalada]

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