30 de dezembro de 2012

As lágrimas do Gabriel e os Abril em Portugal

Acabamos conforme começámos e, pela parte que me toca e por quanto me é dado ler, estaremos prestes a recomeçar tal como acabámos. Não saem disto.
 
Tal qual diz o outro «em países menos exóticos, organizam-se vigílias pelas vítimas de massacres ou calamidades naturais no Terceiro Mundo». Por cá «o sentimento converge quase inteirinho para» alguns «conteúdos da RTP» [Câmara Clara e Praça da Alegria]  v.g. a intelectualidade e a chinela ou seja,  os intelectuais e o povo. Ungidos pela Santa Madre Igreja no caso da migração da Praça. A propósito:
D. Manuel Martins [bispo emérito de Setúbal], até fez questão de urbi et orbi e gáudio dos descamisados dar a saber da sua [contida] "raiva muito grande" o que, convenhamos, é um átimo cristão mas é um soundbyte pouco católico e nada inteligente. No mínimo esqueceu que no limite, e depois das pratas do Palácio, se vão o ostensório, o cálice, o crucifixo, … nem os manutérgios estão a salvo.


Os “intelectuais” estão sempre onde cheira a dinheiro, circulam sempre perto dos úberes.
György Konrad [escritor húngaro],  teve fortes razões para inferir que a «unidade entre os intelectuais e o povo apenas se realiza quando o poder entra em colapso ou seja em situações excepcionais e trágicas». “Atormenta-se” ou sensibiliza-se com essas coisas quem por mero acaso, distracção ou desconhecimento não sabe as “lições” de Gramsci.

Estaremos prestes a recomeçar tal como acabámos. Não saem disto.
 
Li num blog
«Está na altura de um novo 25 de Abril. Comecemos 2013 com um Abril de esperança»
Tal qual disse, em tempos, um “pensador”, um fisólofo, «um cretino é um cretino como um vintém é um vintém». Nem mais nem menos. É assim. Porém, um outro, filósofo, uns tempos atrás, depois de muito matutar concluiu que a água, que beija as margens do rio, nunca é a mesma. Nunca.
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[…]

Outro
Coisas de gente rica
Mendigo
…que os pequeno-burgueses procuram imitar para causar pena a quem lhes observe o ridículo. Os pequeno-burgueses, aqueles que ainda estão morrendo de fome, vivem, exteriormente, como os ricos: comem as mesmas comidas, vestem as mesmas roupas, andam nos mesmos automóveis, dormem nas mesmas camas… os ricos à custa dos pobres, os pobres á custa da própria miséria,… como são ridículos os pequeno-burgueses
 
[…]

in Deus lhe pague, Juracy Camargo


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