(…)
As dificuldades com que Portugal se depara são resultante incontornável da ligeira, laxista, madraça, irresponsável, não
exigente, paroquial, ciclotímica, pusilânime, servil, ignorante [não confundir com analfabeta que a esses, respeito-os eu]
atitude dos portugueses perante si e dos demais nos últimos trinta e dois anos;
as dificuldades com que Portugal se debate são consequência de não estarem
disponíveis nem capazes de retirar as devidas lições dos erros acumulados ao
longo dos anos. Os portugueses nas últimas décadas foram manipulados e deixaram-se
manipular. E continuam a ser manipulados. E com isso vivem alegremente apesar
de uns quantos, mas breves, hiatos. (…)
escrevi
eu em 4 de Maio de 2006
Não
fazemos melhor por continuarmos a não ter condições para fazer o que tem de ser
feito. Não a têm os representantes nem condições tem a sociedade para propôr o
que seja: a tragédia é esta. A desgraça é o Estado. O Estado (vos) tem dado ou
propiciado isto, aquilo e aqueloutro; o Estado (vo-lo) retirará. O que é
fimícola, vicejou do/no lôdo jamais subsistirá fora dele. Se fomos consumptivos
agora teremos de ser algo possidónios.
Foram
inúmeras as vezes em que, por aqui, exclamei
“vai ser pior”. Pois agora creio que chegámos ao ponto em que pior é impossível.
Não temos solução. Ou de fora chega alternativa/solução ou isto vai dar
merda. Vai mesmo!
acrescento
agora.

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