-- Estava a ver que não!
A coisa já tinha andado lá perto quando o José Manuel Fernandes, Sarsfield Cabral, … fizeram parte de uma comissão de crânios esclarecidos mas, na ocasião, não pegou. Não pegou nem tinha que pegar: ainda era só uma apregoada intenção do governo portanto daí à concretização ia um mundo. Pegou agora e só tinha de pegar agora. Agora é que, constataram, passou da intenção: é um propósito.
Das "soluções" que ouvi e li, são todas coreografias diferentes para o mesmo requiem.
Ora a mim não me interessa peva se o Rodrigues dos Santos vai ter de se dedicar ou não exclusivamente à escrita [porque não faço menção de lhe pagar direitos de autor] ou se a D. Fátima C. Ferreira terá de se dedicar ou não à academia para ganharem a vida. Se, por uma qualquer daquelas ou de outras razões, levarem um pontapé no cu, desembrulhem-se. É a vida! [ciente que a minha opinião não advém de qualquer tipo de crueldade ou insensibilidade; sustento-a baseando-me simplesmente nas regras com que toda a vida me confrontei. Quando não gostei alcei a caganeta, abri a porta (da frente) para sair. E deixei os cães a uivar.]
Pois, agora sim: agora já chegámos à essência, à substância da coisa – o serviço público. Pois se Mário Soares já babou opinião o assunto é sério. Precisamente por causa da babugem soarista lembrei-me dos Novos Cães de Guarda. De Serge Halimi. [não me venham com a treta do erro das generalizações e do há os que assim são e os que não são assim, etc… porque isso são canções para embalar mansos e/ou tótós]
A escolha de Serge Halimi (podia ser outro) é propositada – i) por ser um terrível neoliberal gaulês (não é?!), ii) por ser jornalista e iii) por concordar (em muito) com ele.
«(…) a imprensa escrita e audiovisual é dominada por um jornalismo de reverência, por grupos industriais e financeiros, (…) por redes de conivência. Num perímetro ideológico minúsculo multiplicam-se as informações “esquecidas”, as intervenções incessantes das mesmas figuras de proa, as notoriedades indevidas, os confrontos fictícios, os serviços recíprocos (…) Estes servidores são os novos cães de guarda.(…)» S. Halami
Um sindicalista americano, falando dos jornalistas, observou
“há vinte anos, almoçavam connosco nos cafés; hoje, jantam com os industriais”
Obs: se em vez de industriais lermos serviçais do Estado ou dignitários da igreja ou…, por exemplo, vai dar ao mesmo. O caminho é que é mais sinuoso e os processos mais elaborados.
Por mim podem fazer do serviço público um supositório esclarecendo que não será para o meu anús. Será para os que acreditam nas virtudes e efeitos terapêuticos do dito. Serviço público nas forças armadas, na administração interna, na água, na energia elétrica (onde já vai ele!), na saúde, na justiça, educação e já é muito. Mais [por via de dúvidas ou de outras eventualidades]: quanto à constituiçãozinha pelos tratamentos que lhe são dados pelo governo, pelos juízes que “garantem” os preceitos da dita, etc…, por mim, bem lhe podem dar outro destino.
Neste item (comunicação social) quanto noutros o Estado não tem de possuir; tem de ditar as regras, a que terão de se cingir quem os detém, e fazer cumpri-las. Quem quer, quer; quem não quer, quisesse.
Neste item (comunicação social) quanto noutros o Estado não tem de possuir; tem de ditar as regras, a que terão de se cingir quem os detém, e fazer cumpri-las. Quem quer, quer; quem não quer, quisesse.
P.S.: posto isto convém esclarecer que a esperança em rupturas com o status neste assunto quanto na reforma autárquica, na limpeza efectiva do parasitismo do Estado, na determinação em liquidar com as promíscuas relações entre alguns sectores da economia privada e o Estado, etc… nunca fizeram parte das minhas expectativas. Ou não conhecesse eu bem os leitmotiv, os anseios, a procedência e a massa enfim, a qualidade que deu [e dá] forma ao PSD, etc…

E dizes tu David, num post mais abaixo "não sou escritor...".
ResponderEliminarNão serás, se entendermos o significado "à letra", ou porque não tens publicada qualquer obra literária, por exemplo?
É claro que és um Escritor, pela forma como transmites a quem te lê, e sempre de uma forma muito própria, as tuas ideias e opiniões, as verdades que, antes de publicadas, não tem de passar pelo "crivo". FORÇAAAA
Beijito
Agradecido mas discordante.
ResponderEliminarQuanto muito saberei então expôr as minhas ideias o que convém a quem é tomado ou se tem por escritor.Mas isso, quanto muito, revela que julgo ter ideias (opiniões tenho-as de certeza)e que tenho o topete de as publicar. Não é suficiente para.
Bjto