terça-feira, 13 de março de 2012

Escrito por "razão pessoal e familiar"

O (ex-)secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, “despediu-se” alegando razões «pessoais e familiares». É sempre assim e não foi este que quebrou a tradição.
É evidente que as “alegações” dizem respeito ao próprio e a mais ninguém; a mim, a nós, respeita  -- de acordo com a informação detida -- ajuizar (ainda que apareça sempre quem questione o direito do juízo, da apreciação sem o conhecimento real de todos os factos. O que  não me estranha sabendo que, levado às últimas consequências, para os de fora sobra a condição inerente à mansidão bovina).
Por não gostar de arcas encoiradas, desagrada-me a gestão do estritamente conveniente e mais fiquei a desgostar aquando da renúncia de Luis Campos e Cunha, em 20.07.2005, de Ministro das Finanças do XVII governo: por nunca se ter disponibilizado a esclarecer as verdadeiras razões para o pedido de demissão.
O silêncio é, queiramos ou não, conivente.

Não tenho a menor dúvida de que o esclarecimento não introduziria alteração alguma ao rumo dos acontecimentos mas, mais cedo que tarde, teria havido imensa gente a despertar do estado hipnótico em que estava, e continuou a estar.
É também pela indisponibilidade das pessoas para essas pequenas atitudes profilácticas que estamos como estamos. Não há quem se disponha a pegar numa vassoura e varrer o pedacinho de chão… Nem que seja frente à soleira da sua porta, apenas. Depois… bem depois dizem-se surpreendidos, e ficam incomodados com a turbulência gerada por “prefácios”.
Que o raio do azeite vem sempre acima, vem: o "problema" não é esse. O "problema" é que, sabendo que assim é, há sempre imensos crédulos na inexistência de azeite e outros tantos, obstinados, teimando que a miscibilidade entre o azeite e a água é possível sem acção de um catalisador.

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