As verdadeiras razões que explicam parte considerável da situação em que Portugal se encontra [de que não sairá antes que passe um lustro] no que respeita ao desemprego -- nomeadamente no “desemprego jovem” --, estiveram dentro dos lares de cada qual, coabitaram com cada um. Por décadas. A não ser que aconteça o milagre! Eventualidade em que acredito pouco por descrer na disponibilidade do Divino baixar e vir intrometer-se no estrabo humano.
Têm imenso para agradecer aos políticos? têm. E ao Estado? também. Mas têm tanto ou mais para agradecer aos progenitores, à família. Foi no recato dos lares, foi no seio das famílias que elucubraram todas as eutopias. Ora como a realidade perceptível é sempre, no mínimo, assíncrona em relação quer a eutopias quer a distopias então, isto, é o despertar de uma doce e longa noite de sono.
Foram fortes as angústias vivenciadas por quantos, desvelados, fizeram por vos despertar assim como não são menores os tormentos para que agora são, compulsivamente, convocados a partilhar.
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