segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Os erros do(s) Pacheco(s)

Ao Pacheco Pereira meteu-se-lhe na cabeça que é -- na e para a blogosfera -- assim como que uma espécie de provedor. É assim! pois então Assim Seja! há “coisas” bem piores e não é daí que vem o mal à sociedade ou ao mundo. Sendo certo que não foi por ninguém lhe ter encomendado o sermão, tem [como os demais] o direito de opinar. Dou ao Pacheco Pereira a importância, nenhuma, que dou a muitíssimos outros [não significa que não os leia]; umas tantas vezes concordo, outras discordo: leio-os e fico na minha, ou não.

1 – o Pacheco  talvez aí uma vez por ano, para testar a qualidade das suas cargas de fundo leia-se ver quão fundo calam  as suas doutas opiniões no meio, faz uma descarga. Ora desta vez a carga foi “Por que razão os blogues têm cada vez menos importância?” Ele bem sabe (eu também) qual é a “frequência” do meio e consequentemente antecipa-lhes a salivação, o abanar do rabo ou os latidos. Esperteza saloia!



o que não impede que -- sobre o conteúdo da carga vg na caracterização [mais dos intuitos e das intenções dos bloggers (no meu ponto de vista) que] dos blogs em si --, com ele, concorde. Em muito… se bem que dada a escassez de coragem, disponibilidade, responsabilidade cidadã além da evidente falta de massa crítica e de alguns atavismos que nos correm no sangue digamos que, muitos, ainda estão a meter os socos nos pés para irem à festa e eu já sei a música que vão dançar.

2 o Pacheco menoriza -- é o 2º erro -- que dadas as razões que aponto, aqui o meio sofre dos males de que padecem outros tantos: são sempre os mesmos!

o que me leva a dizer [embora gostasse, por outras razões, não ter de o dizer] ao Pacheco que, assim sendo, lhe denoto um íntimo e inconfessado desejo de que menos fossem. Acho que não é necessário dizer o porquê [até porque o meu post seguinte é uma das razões que explica isso]

«À medida que a blogosfera perder o seu impacto na política deixará de ser interessante para muita gente»
Discordo mas não o tenho por erro: deixará de ter interesse para muita gente o que não implica desinteresse. Há, e haverá, muita blogosfera para lá dos de essas capelinhas que se alimentam das facécias que, entre si, fazem e dos galhardetes que, entre si, trocam. Mas essas são as patéticas artimanhas que usam para suscitarem a ilusão, nos outros, da existência de uma opinião atenta, activa e irrequieta e a iludirem-se, eles próprios, que existem e contam. Ora existem se considerarmos o logradouro, mas inexistem para lá de Ciudad Rodrigo.

3 é o 3º erro de Pacheco. É um mal de que padece muita gente que de alguma maneira “andou na” ou gravitou “em redor da” política caseira. Criam um mundo e têm dificuldade em ver para lá da sua barriga.

«e isso poderá de novo suscitar uma outra blogosfera diferente»
Já há de facto e com uma enorme força, quantitativamente – o Facebook. O problema aí é outro: a qualidade de que padece tudo que tende para a vulgarização e pouco há que concilie qualidade com “democratização”. O Facebook é a blogosfera no pior quanto a opinião publicada e já lá estão -- elevado à potência n-3 -- os vírus de que se livrou, apesar de todos os defeitos, este corpo [o dos blogs]. É que, isto de manter a vida a um blog, dá muito mais trabalho do que é suposto e nenhuns proventos
(se bem que essa questão dependa, e muito, do carácter das pessoas como é evidente. Eu explico: mais depressa ia para um túnel de acesso ao Metro pedir esmola do que solicitava donativos a alguém a pretexto da manutenção de um capricho, tara ou fosse o que fosse. Por maior conta em que me tomasse, ou fosse tido pelos outros, jamais me predisporia a desempenhar a triste figura de Pedro Lains, António Maria,…nos casos dar a minha opinião equivale a dizer que a necessidade não é, pelo que me parece, o caso: é presumirem-se capacitados para -- por via dos seus comprovados e múltiplos conhecimentos, coragem opinativa, assertividade e/ou das desassombradas formas de questionar os assuntos bem como das propostas de resolução -- serem pagos. Há gente para tudo! para pedinchar e palermas para contribuir. )

1 comentário:

  1. Presunção e água benta cada um toma a que quer. Ou, "o que ele quer sei eu", como diz o outro.

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