sábado, 26 de novembro de 2011

(Não é) um panegírico

Entre a certeza de o FADO passar a ser a partir d’hoje património imaterial da humanidade*, a esperança de uma vitória do (meu) Benfica e depois de ter tomado boa nota da coragem (qu’até disse ao senhor secretário de Estado que era contra o IVA a 23% na produção cultural -- é preciso coragem!)  [porque não a coerência?! (apesar da inconsequência concreta)] de João Mota, vou lendo  -- é de fácil leitura já que nem é um “livro” mas um opúsculo –  um volumito de L. Cabral Moncada ("um pardo e bafiento  professoreco catedrático de Coimbra" dirão os doutorados d'agora) para (tipo beliscão) reconfirmar que antes de 74, não se pensava (…nem havia quem!), não se escrevia, não se publicava enfim, nada …
inteligência, os inteligentes haviam-se exilado ou tinham sido exilados.
Um volumito de L. Cabral Moncada ("um pardo professoreco catedrático de Coimbra") que subjugado pelo regime opressor, pelo espartilho da censura, pelo condicionamento da ditadura, a intrínseca incapacidade de raciocinar (excluindo todos os outros constrangimentos do rol opressivo) e mais a proverbial limitação de horizontes daquela gente que, quais eucaliptos, secavam o génio criador luso... E eu que não sou de cá nem nunca havia cheirado esta coisa antes de 75, registo que...
como se comprova por problematizações -- «um dos erros que mais tem contribuído para a incorrecta compreensão do problema da democracia, está na confusão em que frequentemente se cai entre três coisas, completamente distintas: a própria ideia de democracia, o seu significado axiológico e o acidental das suas formas e realizações históricas» in Da democracia e suas formas, Cap. II – que patenteiam o que por mim é matutado e mais o que não é, filha da ignorância.

*satisfizessem mínimos de decência e, certas tribos de indígenas, borravam o focinho de vergonha pelo que tentaram fazer -- de 74 até meados da década de 80 -- ao Fado e a um determinado número de fadistas. Não fico perplexo por ver alguns deles com a maior desfaçatez nas primeiras filas da plateia a aplaudir, de pé, lágrima emocionada ao canto do olho, voz embargada,… e também não me surpreenderá que ser reconhecido património implicará despontarem, por geração espontânea, fadistas como saltam pedras da calçada nas mãos de calceteiros.

3 comentários:

  1. Pavões como o J.Braga que deprecia o Fado das tabernas, dos marialvas e das noitadas com cenas de faca na liga e não percebe que nunca cantaria o FADO, nem o fado existiria, sem esse percurso edificador. Mas é também com burgessos e pedantes desses que o país se faz.

    Vamos lá ver se a galinha come o gato ou sai depenada....hehehehe
    SPÓÓÓÓRTING!!!

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  2. Vivó quê?!!!
    ... lagarto, lagarto, lagarto

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  3. prontos tá bem, leve lá a tacinha. hehehehe...

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