segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Da microfísica* do ião tuga

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O preciso instante em que o tuga liga o cérebro ao intestino.
«Alberto João Jardim poderá ser preso? Teoricamente, sim»
ou seja é o instante em que tudo é possível porque, teoricamente, sempre tudo (foi)é possível. Até chover sem que existam nuvens, por exemplo.
… é uma questão de hábito. O hábito que, quanto me é dado saber, fazia com que um árbitro já nada estranhasse -- por já ter visto um porco a voar.
A “gravidade” do assunto não é o (aquele) instante em si. Se o fosse seria um (mero) lapso, uma bufa ou outra coisa qualquer. É a efectiva capacidade que os tugas têm de fazer com que esses instantes se desmultipliquem. Que passem de instante (fracção “nanométrica” de tempo) a uma espécie de plasma em que, as mais peregrinas divagações teóricas, se aguentam por via do aquecimento cedido por quantos, sequencialmente, surgem a meter estopa quer dizer, a aquecer o “sistema”.

Como diz Magueijo, em relação ao neutrinos, «tudo é possível».É possível Einstein continuar a ser brilhante como é passar a ser tido por uma abécula. É possível que o limite seja a velocidade da luz como é possível que algo viaje a uma velocidade superior.
O problema não é a “confissão” de “ignorância” de Magueijo, pois Magueijo sabe que a questão não é a ignorância; é, digamos, a qualidade dela. O problema é o atrevimento de quem não faz a mais pequena ideia do que seja um nível de energia, e se proponha elucubrar sobre muões. Ou de quem sabe o que são as duas coisas e ignore, por conveniência, a diferença entre a realidade e emulação.
Como fica evidente o(s) Magueijo(s) deste mundo não se aconselharam ou pelo menos não submetem as suas hipotéticas explicações ao escrutínio de “pensadores” como o que, por aí, escreveu  -- num blog de um amigo -- um cabotino, amigo do meu amigo, que diz ter sido instigado a reler Max Planck. Para quê? perguntar-lhe-ia eu.
1 - Ler Planck sem ler T. Khün (no mínimo) é uma perfeita idiotice ou então 2 - (re)visitar a “axiomática” de Kolmogorov ou ainda 3 – ficar por Heisenberg que, a este nível, é mais do que suficiente.

« (…) em Cooper’s Hill, houve uma recepção e foram mostrados os departamentos de Ciências. Uma senhora entra no laboratório de Física e ao ver  a sua imagem invertida, num grande espelho côncavo, observou para a sua acompanhante
            - Penduraram aquele espelho de pernas para o ar»
Clement Durrel

*apropriação feita d’“A microfísica do poder” de M. Foucault

6 comentários:

  1. Ainda num jantar de Sábado passado, com poetas, amadores da escrita e um da astronomia, a conversa entrou pelas viagens no espaço e o admirador da astronomia ouviu um dos outros anunciar que foi descoberta uma nova partícula que viaja mais rápido que a luz, ao que o astroamador respondeu que isso não sendo um fotão não tem interesse para o assunto das viagens estelares. Eu, a esse respeito, e suspeitando que a moeda de lá também irá agonizar, nem faço as malas para viajar pelo espaço estelar. Hehehehe..
    Quanto ao T. Kühn não sei quem é, e do Plank apenas me perpassa uma vaga ideia escolar relacionada com física das partículas. Não sei qual a importância do Planck para o entendimento da Entropia, nem se é necessário um Kühn (que não conheço), tradutor, coadjutor ou opositor (?) de Planck. Nem sei se o conceito de Entropia se mantém (como era apresentado), agora sem a teoria do caos (que parece ter sido denegada). Para mim, tudo isso é mais complicado do que Grego. Fico-me pelo ião Tuga, esse mistério que tão eficazmente não explica a irracionalidade lusa.
    ;)

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  2. É, Francisco ...
    você até que tem razão. Como dizia o outro que também não sabia nada de nada mas, não sabendo, soube ver que "isto anda tudo ligado" (que eu não sei quem disse e que sei que anda a ser glosado e que também sei que não é de minha autoria tanto quanto sei que até é verdade - isto anda tudo ligado!)
    Abraço

    Obs: o seu comentário voltou a aparecer como SPAM e para o publicar tive de lhes dizer que "não senhor, não é!"

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  3. Essa coisa do SPAM acontece devido ao IP diferente. Acho que a partir deste PC, que uso mais, isso não acontece. Vamos ver agora com este comentário.
    .............

    Meu caro amigo, repito o que esta manhã escrevi ao TOM, justamente acerca destes mesmos assuntos: As caixas de comentários e os mails não são meio adequado para debater assuntos que exigem o diálogo presencial. Através deste meio é pouco produtivo elaborar sobre questões que necessitam de inúmeras notas de rodapé essenciais à compreensão das ideias que se pretende transmitir. E acrescento que também é uma perda de tempo ordenar as ideias e passá-las a escrito, quando não se sabe qual o nível de conhecimento do interlocutor. Sem esse conhecimento entra-se, por vezes, inadvertidamente, na ostreicultura pecuária, aquela coisa de "dar pérolas..." hehehehehe

    Abraço.

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  4. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  5. Meu caro, foi o que li por aí, muito recentemente, mas como não entendo patavina do assunto também não tomei por garantido. Apenas repeti para reforçar a minha ignorância sobre o assunto - como se a ignorância necessitasse de sublinhados.
    ;)
    Abraço.

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  6. Meu caro, não. Cara Acilina. Peço desculpa porque nem reparei de quem era o comentário, julgando-o do nosso amigo David Oliveira.

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