quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cerejas fora d’ época (I)

2943

Ontem -- diz-me o contador do blogger -- vieram por aqui, visitar-me, 179; anteontem, 175. Pena que nada tenham encontrado de apelativo para entrar. Não é por falta de matéria – isso é o que mais há; é mesmo, e apenas, por achar que cada vez menos vale a pena [e se ainda vale alguma, pouca, coisa é mesmo por saber que, comigo ou sem mim, há dois punhados de pessoas  -- uns familiares e outros amigos -- que hão-de continuar a levar com tudo isto]…
de tal maneira que a ter de aconselhar alguém, o conselho seria / é
se puderem, se tiverem essa sorte, voltem as costas a “isto” e façam-no em termos definitivos. Façam-no sem precipitações e com excepção dos entes queridos que o mereçam e que por cá fiquemquanto a tudo o resto, incinerem-no e enterrem as cinzas -- Não as espalhem!”
Há matéria? claro que há aliás, desgraçadamente o peso do que está/vai mal, percepciona-se pela prevalência da “matéria comentável” – existe e aflora em cascata… desponta por baixo das pedras da calçada.
Merece ser comentado se, e apenas quando, verificamos que de isso resulta algo – ora, não é o caso; além de haver muito quem de isso faça vida – também não é o (meu) caso…
que seja então, e sempre, por aqueles “dois punhados de pessoas  -- uns familiares e outros amigos -- que hão-de continuar a levar com tudo isto
Apreciar o quê? o descaramento, a desfaçatez, a falta de vergonha de Fernando Teixeira dos Santos? ao dizer com a maior cara de pau em Vila Nova de Cerveira, no âmbito de uma “aula” qualquer para seniores interessados e curiosos que «Portugal deve ao exterior 230 por cento do PIB -- 400 mil milhões de euros (…) os próximos dois anos vão ser extremamente penosos (…) temos de manter o cinto apertado (…) o desemprego vai chegar aos 13 por cento» e, num recado (!!!) (a comunicação social preocupa-se em recuperar-lhe a imagem) ao PS, disse que "este não é o momento para se tirarem dividendos políticos".
Comparar isto com o que foi dizendo é de tirar do sério a mais contemporizadora alma do mundo.
O alento que este indivíduo já sente (ou que não deixou de sentir) de tal maneira que está confortável com o convite feito e permite-se aconselhar outrém – reza a comunicação social que o fez lá para os da quadrilha dos que sobejaram do PS antigo e se mantêm à tona no actual.
Tudo tem nome (para isso existem os nomes). Chamar-lhe os nomes é agora estulto e, amadurecendo a questão, injusto… E que nomes dar a todos quantos com responsabilidades ou não, com ciência ou sem nenhuma, lhe permitiram que continuasse, o incentivaram a prosseguir? Honra seja feita a quem a teve! (os que o(s) foram denunciando). Os que o fizeram têm nome, são muitos e todos sabem quem foram/são.
Já o escrevi se soubesse o que isso é, vergonha, jamais voltaria a subir a escadaria da faculdade onde lecciona quanto mais aconselhar os outros. Fosse ao menos caso único. Não é! bem pelo contrário.
A este pode-se-lhe juntar por mérito o António Mendonça [que ainda, e só, fazia umas incursões pela antena (como comentador residente da SicN) e já eu aqui lhe apreciava o tirocínio] e mais o visionário dos corninhos. Esta gente é tão previsível!

Obs: as imagens são dos jornais de 2008 e 2009

Sem comentários:

Enviar um comentário