domingo, 25 de setembro de 2011

... da utilidade?!

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Ora... (podiam) deviam utilizá-lo como espadrapo: colá-lo na(s) testa(s). Se bem que saiba(mos) -- quem o sabe! ou melhor, quem está disposto a sabê-lo -- que, a dar-lhe essa utilização, há outros (bem anteriores) a quem lhes teria de ser feita a mesma "homenagem". Assim, de repente, recordo do saudoso prof. António José Saraiva - «O 25 de Abril e a História» publicado no Diário de Notícias, em 26 de Janeiro de 1979  e do prof. António Sousa Fanco - «Reflexão sobre a Classe Política», publicado no defunto O Semanário, em 10 de Novembro de 1978.


1 comentário:

  1. Na minha tertúlia de Café, nas manhãs de Sábado, costumo discutir com amigos dos vários quadrantes políticos. Só nos últimos três anos comecei a ouvir alguns da “esquerda esclarecida” admitir os erros do Ensino no nosso país. Erros de um ensino por eles talhado sob a influência do PREC, e das suas ideologias. O mais evidente, e surpreendente, é a admissão do erro da diferenciação no ensino, coisa que durante décadas nunca aceitaram, defendendo uma "igualdade" que nunca existiu, ocultando a diversidade, a diferença que existe e sempre existiu entre alunos mais rápidos ou mais dotados e alunos mais lentos ou menos dotados. A apologia e a defesa acérrima dessa suposta "igualdade", foi um dos factores que emperrou o Ensino em Portugal, e que, depois de desmontada a estrutura da Instrução existente até ao 25 de Abril, e comprometido, irremediavelmente, o imperativo da Educação (do qual toda a sociedade se demitiu), acabou por tombar (o Ensino) na mais abjecta farsa de que as Novas Oportunidades são o paradigma. Este aspecto, ligado à formação do cidadão (Instrução, Educação, Ensino), é apenas um exemplo dos muitos logros em que essa geração - que podia e devia ter conduzido o país -, se deixou naufragar. Lentamente, a consciência dos erros vai emergindo, demasiado lentamente para permitir a sua correcção. Resta-nos esperar que daqui a duas ou três gerações, o conhecimento da história contemporânea e a consciência dos erros, sirvam para edificar alguma coisa melhor. Porque nós, já não veremos essa regeneração. Embora seja apenas um exemplo, e sobre questão muito específica, acho que serve perfeitamente para a generalidade dos problemas que nos afligem.

    Abraço.

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