Admito que esteja errado. O que não aceito é que se discorde sem o confronto das razões. As minhas são em relação a L. Cohen as mesmíssimas que para C. Aznavour, E. Humperdinck, R. Flack, Grace Slick, … para com os Rolling Stones, Pink Floyd, Moody Blues, Blood, Sweat and Tears, T. Rex (ainda que Marc Bolan fosse vivo) e ainda as que não me fariam dar um passo para ouvir Simone de Oliveira. As que me fizeram lamentar as derradeiras aparições de Amália ou as de Tony de Matos, por exemplo.O decrépito mexe comigo e não desrespeitosamente. Mais, se ultrapassa as marcas e passa a roçar o grotesco (por grotesco tenho a imagem dos Rolling Stones de há dez anos para cá – quatro múmias frenéticas e “para cá de Bagdad” *)
Estou em crer que a recusa da presença é uma forma de respeito, e homenagem por quem foi e já não mais pode ser.
Quem destaca do repertório Dance me to the end of love, como se de uma oração se tratasse e ignora Suzanne, Bird on the Wire ou So Long, Marianne, … não carece de dizer mais nada. Disse tudo pois se aquela é uma oração, estas são salmos. Ad aeternum …
Quem de Cohen não percebe isto, por Cohen tem um respeito artístico semelhante ao de quem agradece ao gajo cantarolar aquilo de que gostava para se roçar, apenas. E não é sobre isso que eu falo e fosse eu ouvir Cohen não seria por isso, de certeza. A desasados recomendo que peçam à Natércia Barreto que volte a gravar Os óculos de sol.
* ‘tou para lá de Bagdad – expressão usada pelos brasileiros para dizerem que estão ganzados (sob efeito de drogas)
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